| [e pra se pensar |
Caso considere algum conteúdo desta página ofensivo clique aqui e denuncie
|
|
bem aventurados BEM AVENTURADOS OS QUE SÃO MANSOS E PACÍFICOS E.S.E. – Capítulo 9 Os ensinamentos de Jesus são: “Bem aventurados aqueles
Postado em: 19/7/2010 às 07:20
|
|
|
BEM AVENTURADOS OS QUE SÃO MANSOS E PACÍFICOS
E.S.E. – Capítulo 9
Os ensinamentos de Jesus são: “Bem aventurados aqueles que são mansos e pacíficos porque possuirão a terra e serão chamados filhos de Deus”.
E disse também: “Apreendestes o que foi dito aos antigos: Não matarás; todo aquele que matar merecerá ser condenado pelo julgamento. Porém, eu vos digo que aquele que se encolerizar contra seu irmão também merecerá ser condenado pelo julgamento; que aquele que disser a seu irmão racca, merecerá ser condenado pelo conselho. E aquele que lhe disser: és louco, merecerá ser condenado ao fogo do inferno”.
Eis o que o Consolador Prometido ou o Espírito da Verdade nos ensina e esclarece sobre estes ensinamentos morais de Jesus:
Jesus estabelece como Lei do Pai ou Lei Divina a doçura, a afabilidade, a moderação, a mansidão, a obediência, a resignação e a paciência. Condena a violência, a cólera e até mesmo qualquer expressão descortês ou xingamentos contra o nosso próximo. Racca era um termo de desprezo entre os judeus da época e era uma palavra pronunciada cuspindo-se e virando-se o rosto contra um homem que o ofensor achava que era de má conduta.
Jesus condena esse hábito, como um exemplo de que todas as ofensas que sempre são sentimentos contrários à lei de amor e da caridade e essa lei maior de Deus existe para estabelecer as relações de concórdia e união entre os homens. Qualquer insulto à benevolência e fraternidade de um contra o outro, alimenta ódio e rancor e isso vai contra a caridade com o próximo, que é a primeira lei de todo o verdadeiro cristão, ou seja, 1o. Mandamento de Deus: “Amar a Deus, a si próprio e ao próximo, não fazendo ao outro aquilo que não queremos contra nós...”.
Quando nós estamos tentando viver corretamente as nossas vidas aqui na terra, aguardando os futuros bens dos céus, que poderemos receber se nos tornarmos dignos disso, nós precisamos dos bens terrenos para viver, mas sempre temos que entender que não devemos dar maior importância a esses bens terrenos, do que devemos dar aos bens celestiais ou bens do espírito.
Pelas palavras então: “os que são mansos possuirão a terra” Jesus estava ensinando que, até a sua vinda, os bens da terra foram de privilégio exclusivo dos violentos que se apossavam de tudo, em prejuízo dos que eram mansos e pacíficos e estes muitas das vezes não tinham nem o necessário, enquanto que os violentos tinham em excesso.
Promete então Jesus que a justiça aos mansos e pacíficos, lhes será feita assim na terra como no céu, porque todos que praticarem verdadeiramente a lei do amor e caridade seriam chamados de filhos de Deus.
Jesus então nos ensina que quando a lei do amor e caridade for praticada pela maioria de nós, ou seja, da humanidade, não haverá mais egoísmo, o fraco e o pacifico não serão mais explorados e nem esmagados pelos fortes e violentos. Assim será a terra, quando a lei divina do progresso for cumprida, conforme prometido por Jesus e o nosso mundo será mais feliz, pelo fim dos maus que se transformarão em bons e pelo afastamento, por Deus, dos maus teimosos e resistentes, para outros planetas mais atrazados.
Apesar de termos dificuldades de ver todo o progresso atingido pela humanidade da terra, segundo a Lei da Evolução ou de Progresso da raça humana, a verdade é que nós vivemos num planeta bem mais adiantado hoje, do que nos tempos de Jesus. Os direitos dos homens mais fracos, que lutam honestamente para viver, são muito mais respeitados do que nos tempos passados, mas nem tudo ainda atingiu a perfeição porque a terra e nós todos ainda não merecemos e nem conquistamos a perfeição que almejamos.
As leis civis, existentes em todos os povos e países mais civilizados da atualidade, protegem muito mais os homens dignos e honestos, mansos e pacíficos, do que protegiam no passado. Só não funcionam mais, por haver entre nós, muita gente que reclama de seus direitos não respeitados, mas esquecem cumprir seus deveres. Exemplos: corruptos e corruptores, leis e normas que não cumprimos, falta de ética, lei do Gerson, preguiça de estudar e trabalhar, etc e etc.
E qual seria a forma de fazermos melhor a nossa parte, como espíritas mais esclarecidos que somos, para obtermos os bons resultados de todos esses maravilhosos ensinamentos, tão bem explicados pelo Espírito da Verdade, ou seja, pelo Espiritismo?
A AFABILIDADE E A DOÇURA – Instrução do Espírito de Lázaro.
Primeiro precisamos nos esforçar para aprender e sermos mais afáveis e doces. Quando conseguimos ser benevolentes com os nossos semelhantes, fruto do amor ao próximo do 1o. mandamento de Deus, isso produz em nós as virtudes da afabilidade e da doçura, que são as formas de manifestar a benevolência.
Mas isso não pode ser feito somente pelas aparências, tanto de nós para o próximo, como dos outros para conosco. Muitos de nós, a partir da educação que recebemos e da vivencia em sociedade, podemos criar estas aparências somente como um verniz, como uma máscara exterior, uma roupagem, cuja aparência externa muito bem construída e calculada disfarça as nossas deformidades escondidas.
O mundo está repleto dessas pessoas que têm o sorriso nos lábios e o veneno no coração, que são mansas sob a condição de nada lhes machucar, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua é dourada, quando falam pela frente, mas se transforma em dardo envenenado, quando falam por detrás.
A esta classe pertencem muitos homens e mulheres também de hoje, que aparentam ser mansos e pacíficos para a sociedade, mas em seus ambientes domésticos fechados e mesmo ambientes profissionais mais restritos, são verdadeiros tiranos, que fazem seus familiares e subordinados, sofrerem com o peso de seus orgulhos e tiranias.
Não tem coragem de fazer isso com os estranhos, que os colocariam em seus devidos lugares, mas se fazem temidos pelos que deles dependem. Dizem para satisfazer suas vaidades e arrogâncias: “Aqui mando e sou obedecido” e esquecem de acrescentar: “E sou detestado”.
Para sermos realmente afáveis e doces não basta nossa boca falar de coisas doces e belas, se o nosso coração nada tem de doce e belo. Isto é hipocrisia. Quem assim age, sempre cai em contradição ao contrário do verdadeiro afável e doce que nunca cai em contradição. O primeiro é especialista em enganar os homens, mas nunca engana a Deus. O segundo Deus sabe quem ele é o ajuda sempre. Este é sempre o mesmo, perante o mundo e na intimidade.
A PACIÊNCIA – Instrução de um Espírito Amigo.
Outra virtude que temos que aprender a desenvolver em nós para elevarmos a terra para a condição de planeta mais justo e feliz é a paciência. Vejamos então o ensinamento deste Espírito:
A dor moral ou física que Deus nos envia é uma benção que Ele envia aos seus eleitos. Quando sofremos, nós não devemos nos atormentar, mas ao contrário, devemos bendizer o nosso Pai Todo Poderoso, que nos marcou pela dor nesse mundo, pois teremos a felicidade no futuro, lá em seu reino dos Céus (planetas mais felizes e evoluídos).
Para suportar os sofrimentos e a dor, devemos ser pacientes. Paciência também é caridade e a lei da caridade e do amor é uma lei ensinada por Jesus e enviada por Deus. Devemos entender que caridade não é somente dar esmolas ou outras doações. Esta é a mais fácil de praticar.
A caridade muito mais difícil e louvável perante aos olhos de Deus é a de perdoar aqueles que Deus coloca em nosso caminho para nos servirem de teste em nossos sofrimentos e colocar a nossa paciência à prova. E quais são esses, os colocados em nosso caminho? Nossos companheiros/as ou filhos difíceis, nossos parentes difíceis, nossos chefes ou subordinados difíceis, nos vizinhos e todos mais, que não temos como os tirar de nosso caminho, inclusive os violentos e corruptos, que nos cercam e que nós os merecemos.
As nossas vidas são todas difíceis; elas se compõem de mil coisinhas que são como alfinetadas que acabam por nos ferir. Mas temos que entender que temos deveres ou obrigações que Deus nos impôs e, as consolações e compensações serão também nos concedidas em contrapartida aos nossos esforços em pagar nosso passado delituoso.
Se formos pacientes e lutadores, nós veremos que as bênçãos são mais numerosas do que as dores. Mas se paramos para reclamar e não tivermos paciência e perseverança, a carga se torna insuportável, não porque não tenhamos as forças para carregá-las e sim porque nos deixamos tomar pelo desânimo, pela revolta e rebeldia.
O fardo de nossas vidas é muito mais leve quando olhamos para frente e para o alto, do que quando ficamos olhando para baixo e para trás.
Devemos ter coragem. Jesus foi o nosso modelo; sofreu muito mais do qualquer um de nós e não tinha nada para pagar e de nada podia ser acusado. Já nós, com certeza, temos os nossos passados para resgatar e pagando sem se lamentar, poderemos fortalecer o nosso futuro. A palavra recomendada por este Espírito amigo é: Sejamos pacientes, sejamos verdadeiramente cristãos.
OBEDIÊNCIA E RESIGNAÇÃO – Instruções do Espírito de Lázaro.
Outras duas virtudes que temos de desenvolver em nós, para sermos mais fortes e felizes e a obediência e a resignação.
Jesus ensinou sempre que a obediência e a resignação são duas virtudes companheiras muito ativas da doçura, embora os homens confundam esses sentimentos com a negação dos bons sentimentos e da própria vontade de lutar.
Na realidade a obediência é a aceitação da razão; a resignação é a aceitação do coração, ou seja, o que é obediente está sendo racional e o resignado está aceitando de coração às provas a que está sendo submetido. Essas duas virtudes são forças ativas que ajudam a carregar o fardo das provas, que a rebeldia e a revolta não suportam.
O covarde não é uma criatura resignada, assim como o orgulhoso e o egoísta não é obediente. Jesus foi o exemplo mais forte, para nos ensinar essas virtudes tão desprezadas pela antiguidade materialista. Jesus nasceu no momento em que a sociedade romana agonizava, destruída pela corrupção. Jesus veio mostrar para a humanidade, moralmente enfraquecida, os triunfos do sacrifício e da renuncia carnal.
O espírito de Lázaro nos ensina que cada época da humanidade é marcada por uma virtude e por um vício. A virtude dos nossos tempos, da nossa geração, é a atividade intelectual tão intensa e brilhante; o nosso vício é a indiferença moral. Este espírito explica que se trata de vício de atividade, porque se compõe da reunião de atividades, de todos os esforços, de todos os homens, para atingir objetivos importantes para a humanidade materialista, mas menos importantes para os objetivos dos valores espirituais tão importantes para a vida eterna, dessa própria humanidade.
Já o homem mais inteligente emocionalmente e espiritualmente, ele se eleva isoladamente e descobre sozinho os horizontes que a multidão materialista só verá muito depois dele. O que ocorre é que a maioria somente está preocupada na evolução intelectual, esquecendo-se da evolução moral, esta sim muito mais importante para o futuro dos homens.
Não que seja errado evoluir intelectualmente e tecnologicamente, mas sim de ser errado em deixar a evolução espiritual para segundo plano. O custo dessa atitude errada é o que estamos vendo em nossos tempos, com tanto sofrimento físico, mas principalmente moral.
Este espírito então nos alerta que devemos nos preocupar mais com a lei de progresso moral e o espírito infeliz, que é preguiçoso para ver isso, que se fecha a esse entendimento, será chicoteado pelos guias da humanidade, pois toda resistência orgulhosa deverá ceder cedo ou tarde. Porém bem aventurados são os mansos e pacíficos, pois esses recebem esses ensinamentos espirituais com doçura e alegria e crescem intelectualmente em paralelo.
A CÓLERA - Instruções de espírito protetor e de um chamado Hahnemann.
Quem se encoleriza facilmente é certo que não se torna manso e pacífico. Este é um vicio que prejudica muito a nossa evolução. Segundo as instruções desses espíritos, a causa de nossa cólera quase sempre está ligada ao nosso orgulho ferido, como por exemplo, de uma opinião contrária, que nos faz rejeitar as observações justas e que nos faz repelir os mais sábios conselhos.
Alguns de nós, em nossos acessos de cólera, nos voltamos contra tudo, contra a natureza, as pessoas e até contra os objetos e tentamos ou mesmos destruímos essas coisas ou objetos por eles não nos obedecerem. Se nesse momento pudéssemos nos ver, teríamos medo de nós mesmos ou nos acharíamos ridículos. Assim, eles nos recomendam que seja por respeito a nós mesmos ou aos que nos cercam e nos amam, devemos esforçar-nos para vencer essa tendência que nos torna dignos de piedade.
O homem de temperamento colérico, não deixa de ter certas qualidades no coração, mas essa atitude pode impedi-lo de praticar com mais freqüência o bem e ainda pode ajudá-lo a praticar o mal. Quem é espírita e tem essa tendência, deve lembrar sempre que a cólera é contrária à caridade e a humildade cristã.
A idéia que muitos fazem de que a cólera é da própria natureza de seu corpo físico é falsa. A cólera não reside no corpo e sim no espírito. Todos os vícios de nosso ser residem sempre no nosso espírito e não em nosso corpo. Um espírito violento vivendo num corpo debilitado, será sempre violento e poderá não manifestar a violência, por falta de um corpo forte e um espírito dócil vivendo em um corpo forte, com saúde, será sempre dócil, mesmo tendo um corpo que poderia ser bruto e violento.
A lei divina do progresso existe para o homem se corrigir e, portanto, o homem apenas permanece vicioso ou colérico porque assim quer permanecer. O homem colérico que acusa o seu corpo por ser violento, faz uma tentativa covarde de culpar Deus, por seus próprios defeitos e isso é proveniente do seu orgulho.
aventurados e felizes sendo mais mansos e pacíficos, nós devemos acabar em nossas vidas com as atitudes de violência, de injurias, de comportamentos coléricos e os meios para conseguir isso é sermos afáveis, doces, pacientes, obedientes e resignados. Parece fácil, mas depende de muito esforço para nos reformarmos intimamente e então evoluirmos em direção as leis de Deus.
Eduardo Mees – 01/06/2003 – Depto de Ensino GEEDEM –S.B. Campo.
EM QUE PONTO DE EVOLUÇÃO NOS ENCONTRAMOS?
Das instruções do Espírito acima, o espírito protetor chamado Hahnemann destacamos:
“Seguindo uma idéia muito falsa, mas muito falsa mesmo de que não é possível reformar a nossa própria natureza, nós homens e mulheres nos julgamos dispensados de empregar esforços próprios para corrigir defeitos que temos e que temos prazer de mantê-los ou que nos exigiria muita perseverança para extirpá-los de nossa pratica de viver”.
Essa velha postura do homem também velho que somos, tem resposta e solução apontada pelo Alto e vem pelo Espiritismo para guiar essa nossa humanidade desnorteada.
O Espiritismo esclarece de onde viemos e para onde podemos ir se fizermos certo aqui na terra aproveitando nossa presente encarnação!
Como a 3ª. Grande Revelação Divina a todos nos homens velhos da terra a Doutrina Espírita é o facho de luz que nos falta como homens ditos “inteligentes”, mas somente possuidores de um razoável raciocínio materialista e ainda muito pouco moral!
Só que a clareza do Espiritismo é tão racional, tão clara e tão corretamente definida que ele cega a nossa visão de vida que é ainda cheia de absurdos enraizados em nossas mentes tão infantis ainda em matéria da verdadeira evolução espiritual em direção da Deus.
Façamos perguntas mais difíceis ou complexas, mesmo para os que mais estudam a doutrina e receberemos sempre respostas evasivas, própria dessa fase de infância espiritual que ainda vivemos. Essa infância revela quanto será dura a nossa caminhada rumo à maturidade espiritual, ou simplesmente da conquista da Inteligência Espiritual!
De onde viemos, para onde vamos, a razão da vida no nosso corpo quase sempre entendemos com informações pouco profundas e claras. Quem só estuda os princípios filosóficos através da leitura das obras espíritas, quase sempre não conseque conhecer profundamente e adotar de corpo e alma os fundamentos filosóficos do Espiritismo.
Conhecemos as suas bases, mas falta-nos a capacidade de aprender a filosofar, aprender a pensar como espírita verdadeiro, tornarmos pessoas ativas na transformação da nossa historia de velho homem agarrado às mentiras (falsos dogmas ou falsas verdades) colocados nas religiões pelo homem ignorante, interesseiro, orgulhoso e egoísta! Temos que nos livrar desse fardo!
A nossa renovação, também chamada de reforma intima, é um trabalho duro, lento, progressivo que necessita muita persistência. Como dito acima, todas as crenças colocadas em nossas velhas mentes, todas desprovidas de bom senso, de alto-vigilância, nascidas de raciocínios confusos, (observem os novos evangélicos pentecostais como tem raciocínios confusos e materialistas em pleno século 21) somente serviram e continuam servindo de terríveis obstáculos ao serviço de transformação da humanidade através de todos as doutrinas religiosas e filosóficas existentes.
Uns tentam caminhar mais rápido, mas se perdem novamente no orgulho e na vaidade. Outros se apegam exatamente no que o Espírito Protetor Hahnemann ensinou acima, ou seja, desistem de se reformar, pois acham que seu corpo é imperfeito e culpado e sua ruindade é natural (nasceu assim mesmo) e não se atentam que eles devem reformar sua alma, seu eu interno, seu espírito, que quando sair do corpo de carne volta a ser Espírito eterno.
Nesse ponto a desculpa mais comum ou a bengala que nos agarramos é a famosa frase “errar é humano” e fica errando eternamente se apoiando nesta muleta.
Necessitamos urgentemente nós libertarmos das crenças enfermiças que tomaram conta de nossas mentes por séculos e durante incontáveis encarnações passadas.
Nós estamos hoje na Terra, numa fase em que só os primeiros progressos morais e muito lentamente estão se iniciando em nossas mentes e falta ainda muita vontade nossa para progredir mais rapidamente.
Precisamos constatar e admitir que nada mais somos, por enquanto, que criaturas que ensaiamos os primeiros passos para sair do ‘primitivismo moral’ rumo a nossa verdadeira humanização ou “hominização integral”.
Apesar de estarmos há milênios no reino hominal, ainda não somos os legítimos proprietários da Herança Paternal de Deus que Ele nos confiou! Não é errado dizer, que aqui na Terra, somos ainda somente “meio humanizados”.
No presente estado evolutivo, somos portadores de muita vertigem, delírios mesmos, provocados pelo nosso velho orgulho e isso é em razão da nossa pouca competência em nos auto-avaliar. De nos olhar no espelho! A mais grave incompetência nossa é queremos ser santos do dia para a noite a partir de entendermos muito superficialmente o Espiritismo! Herculano Pires disse: Vestir o manto de santo antes da hora é pura hipocrisia!
Nós mal iniciamos o árduo trabalho de assumir a condição hominal e não mais animal, como queremos ser anjos ou atingir a condição de vida angelical?
Entre a vida verdadeiramente hominal e a angelical existe a necessidade de grande semeadura da verdadeira fertilidade primeiro da vida verdadeiramente hominal. É por isso que frequentemente dizemos na presença de uma grande pessoa, homem ou mulher, esse ou essa é um grande ser humano!
Devemos, pois, parar de resistir no orgulho e no fanatismo das ignorâncias que temos em nossos interiores e partirmos, principalmente nós espíritas, para consolidarmos como seres verdadeiramente humanizados e aprender todas as conquistas próprias desta fase de tornamos gente, e só então termos a pretensão de atingirmos, pelo mérito conquistado na fase hominal, a fase angelical. E depois o que virá? Vira a fase Divinal de espíritos puros finais que fazem parte do Conselho de Deus e com Ele governam o Universo Infinito!
Um perigo que mais frequentemente que todos nós espíritas vivemos é o de desejar a nossa santificação e se descuidar das pequenas lições educativas que nos fariam crescer de passo a passo e acabamos vivendo uma reforma idealizada ou pensada somente em nossa cabeça ao invés de sentir realmente uma reforma acontecendo dentro de nós! Reformamo-nos da boca para fora e não para dentro.
É menos importante vencer as trevas interiores e muito mais importante e produtivo criar o bem dentro de nós pela fixação de novos valores que automaticamente faz com que pensemos melhor e sem pensamentos errados o erro dos atos deixa de existir - lembrar do Pecado por Pensamento no E.S.E.
Mais do que não pensar mais no mal e, portanto, não mais fazê-lo é necessário saber desenvolver as habilidades do bem dentro de nós!
A nossa reforma intima é um serviço gradativo da instalação das virtudes celestes vindas do Reino de Deus dentro de nosso espirito e entender que esse é o tesouro que todos podemos desfrutar e que a todos Deus convocou para conquistar perante a Lei Natural Moral do Progresso!
O nosso medo de ser bom e passar por bobão ou ser explorado pelos maus será transformado em força para exercer com coragem infalível na luta pela conquista e pratica do bem.
A inveja se transformará em abnegação pelo bem;
A nossa avareza se transformará em grandeza em favor do bem com a nossa capacitação de fazer o bem de forma correta e com total desprendimento da materialidade;
Vamos saber fazer a nossa mudança interna e ajudar o próximo nessa mudança sem repressão e sim por alto-convencimento de que esse é o caminho para a tal de nossa salvação;
Quando contemos o mal no nosso interior estamos começando a nos disciplinar e então começamos a nos educar e adquirir novas qualidades que provocam naturalmente nossa transformação em homens verdadeiramente humanos e completos. Viramos finalmente gente boa;
A disciplina adquirida e mantida será a ferramenta que servirá para adquirir as novas qualidades para o nosso espirito que será a nossa educação para nos tornamos verdadeiramente humanos ou atingirmos a fase plena de evolução hominal.
Então primeiro aprendamos a descobrir nossas sombras internas e essa é a primeira etapa para sermos verdadeiramente hominais ou humanos. A segunda etapa é então aprender a ascender à verdadeira luz própria interna e eis aqui o motivo principal para nos livrarmos do martírio que tem sido as nossas tentativas fracassadas de fazer essa tal exigida reforma! A reforma intima sem martírio!
DO LIVRO DOS ESPIRITOS PARA ESSE TEMA TEMOS A PERGUNTA NO. 792
Por quais sinais podemos identificar que nos tornamos uma civilização completa e, portanto, um povo em geral realmente humanizado ou na fase hominal plena e próxima da perfeição?
Poderemos reconhecer isso quando o nosso desenvolvimento moral for o mais alto. Hoje nós pensamos que estamos muito adiantados por termos alcançado grandes invenções materiais que nos permitem vestir muito melhor e viver com muito mais conforto que os nossos selvagens ou povos que sabemos pela historia que nos precederam.
Mas somente seremos gente ou humanos quando varrermos de nossa sociedade todos os vícios que nos desonram perante a Deus. Isso acontecerá quando passarmos a viver verdadeiramente como irmãos e praticando a verdadeira caridade mutua. Hoje somente somos povos mais esclarecidos e somente na primeira fase de civilização verdadeira.
A civilização do planeta e dos seus povos tem todos os seus degraus de evolução. Nos estágios iniciais (que são os nossos atuais) nós criamos ou inventamos novos males que simplesmente não existiam quando éramos civilizações primitivas. Esses males não deixam de ser um progresso e eles mesmos levam consigo os remédios necessários para eliminá-los.
À medida que nossa civilização se aperfeiçoa esses males “modernos” por nós mesmos criados, vão sendo eliminados e isso acontece pelo nosso progresso moral ou pelo desenvolvimento de nossa inteligência moral ou espiritual.
Como um exemplo para entender melhor podemos citar dois povos hipotéticos da Terra que já chegaram ao pico do melhor desenvolvimento de civilidade.
Será o melhor, aquele que for menos ambicioso, menos egoísta e menos orgulhoso. Será também o melhor aquele que os costumes sejam mais intelectuais do que materiais. Será aquele que tem sua liberdade mais desenvolvida, aquele onde existir mais bondade, mais boa fé, mais benevolência, mas generosidades recíprocas, aquele em que não existam mais preconceitos de castas, de raças, de local de nascimento, de cor da pele, de língua falada, que tiver leis civis que não estabeleçam nenhum privilegio, que o mais fraco seja sempre protegido do mais forte, que a justiça civil seja quase que perfeitamente imparcial, que o homem daquele povo tenha suas crenças e opiniões respeitadas, que não tenha muitos pobres e desgraçados, e finalmente, que todos daquele povo sejam homens de boa vontade e estejam sempre seguros que a sua sobrevivência física esteja assegurada pelos sistemas de governos prevalecentes, desde é lógico que todos cumpram seus deveres e obrigações.
Esse tipo de civilização será cristã ocorrerá com o estabelecimento do Espiritismo completamente aqui na Terra. Os espíritos elevados nos explicam isso, os comentários de Kardec também.
A civilização incompleta em que vivemos é apenas uma fase de transição entre o mundo pagão de antes do Cristo e o mundo verdadeiramente Cristão do Futuro.
Nos nossos costumes atuais, nas legislações civis existentes, nas praticas dos cultos religiosos vemos uma mistura constante de elementos do paganismo com os princípios verdadeiros do Cristianismo. Cabe ao Espiritismo e nós seus divulgadores a missão de removermos esses elementos pagãos, primeiro dentro de nós mesmos, e depois ajudar nossos próximos a fazer brilhar o espírito cristão em toda a sua verdadeira pureza.
Preparada em 23/06/2010 – Eduardo Mees
eduardomees@terra.com.br – telefones 4368.5870 – 9629.6526
BEM AVENTURADOS OS QUE SÃO MANSOS E PACÍFICOS
E.S.E. – Capítulo 9
Os ensinamentos de Jesus são: “Bem aventurados aqueles que são mansos e pacíficos porque possuirão a terra e serão chamados filhos de Deus”.
E disse também: “Apreendestes o que foi dito aos antigos: Não matarás; todo aquele que matar merecerá ser condenado pelo julgamento. Porém, eu vos digo que aquele que se encolerizar contra seu irmão também merecerá ser condenado pelo julgamento; que aquele que disser a seu irmão racca, merecerá ser condenado pelo conselho. E aquele que lhe disser: és louco, merecerá ser condenado ao fogo do inferno”.
Eis o que o Consolador Prometido ou o Espírito da Verdade nos ensina e esclarece sobre estes ensinamentos morais de Jesus:
Jesus estabelece como Lei do Pai ou Lei Divina a doçura, a afabilidade, a moderação, a mansidão, a obediência, a resignação e a paciência. Condena a violência, a cólera e até mesmo qualquer expressão descortês ou xingamentos contra o nosso próximo. Racca era um termo de desprezo entre os judeus da época e era uma palavra pronunciada cuspindo-se e virando-se o rosto contra um homem que o ofensor achava que era de má conduta.
Jesus condena esse hábito, como um exemplo de que todas as ofensas que sempre são sentimentos contrários à lei de amor e da caridade e essa lei maior de Deus existe para estabelecer as relações de concórdia e união entre os homens. Qualquer insulto à benevolência e fraternidade de um contra o outro, alimenta ódio e rancor e isso vai contra a caridade com o próximo, que é a primeira lei de todo o verdadeiro cristão, ou seja, 1o. Mandamento de Deus: “Amar a Deus, a si próprio e ao próximo, não fazendo ao outro aquilo que não queremos contra nós...”.
Quando nós estamos tentando viver corretamente as nossas vidas aqui na terra, aguardando os futuros bens dos céus, que poderemos receber se nos tornarmos dignos disso, nós precisamos dos bens terrenos para viver, mas sempre temos que entender que não devemos dar maior importância a esses bens terrenos, do que devemos dar aos bens celestiais ou bens do espírito.
Pelas palavras então: “os que são mansos possuirão a terra” Jesus estava ensinando que, até a sua vinda, os bens da terra foram de privilégio exclusivo dos violentos que se apossavam de tudo, em prejuízo dos que eram mansos e pacíficos e estes muitas das vezes não tinham nem o necessário, enquanto que os violentos tinham em excesso.
Promete então Jesus que a justiça aos mansos e pacíficos, lhes será feita assim na terra como no céu, porque todos que praticarem verdadeiramente a lei do amor e caridade seriam chamados de filhos de Deus.
Jesus então nos ensina que quando a lei do amor e caridade for praticada pela maioria de nós, ou seja, da humanidade, não haverá mais egoísmo, o fraco e o pacifico não serão mais explorados e nem esmagados pelos fortes e violentos. Assim será a terra, quando a lei divina do progresso for cumprida, conforme prometido por Jesus e o nosso mundo será mais feliz, pelo fim dos maus que se transformarão em bons e pelo afastamento, por Deus, dos maus teimosos e resistentes, para outros planetas mais atrazados.
Apesar de termos dificuldades de ver todo o progresso atingido pela humanidade da terra, segundo a Lei da Evolução ou de Progresso da raça humana, a verdade é que nós vivemos num planeta bem mais adiantado hoje, do que nos tempos de Jesus. Os direitos dos homens mais fracos, que lutam honestamente para viver, são muito mais respeitados do que nos tempos passados, mas nem tudo ainda atingiu a perfeição porque a terra e nós todos ainda não merecemos e nem conquistamos a perfeição que almejamos.
As leis civis, existentes em todos os povos e países mais civilizados da atualidade, protegem muito mais os homens dignos e honestos, mansos e pacíficos, do que protegiam no passado. Só não funcionam mais, por haver entre nós, muita gente que reclama de seus direitos não respeitados, mas esquecem cumprir seus deveres. Exemplos: corruptos e corruptores, leis e normas que não cumprimos, falta de ética, lei do Gerson, preguiça de estudar e trabalhar, etc e etc.
E qual seria a forma de fazermos melhor a nossa parte, como espíritas mais esclarecidos que somos, para obtermos os bons resultados de todos esses maravilhosos ensinamentos, tão bem explicados pelo Espírito da Verdade, ou seja, pelo Espiritismo?
A AFABILIDADE E A DOÇURA – Instrução do Espírito de Lázaro.
Primeiro precisamos nos esforçar para aprender e sermos mais afáveis e doces. Quando conseguimos ser benevolentes com os nossos semelhantes, fruto do amor ao próximo do 1o. mandamento de Deus, isso produz em nós as virtudes da afabilidade e da doçura, que são as formas de manifestar a benevolência.
Mas isso não pode ser feito somente pelas aparências, tanto de nós para o próximo, como dos outros para conosco. Muitos de nós, a partir da educação que recebemos e da vivencia em sociedade, podemos criar estas aparências somente como um verniz, como uma máscara exterior, uma roupagem, cuja aparência externa muito bem construída e calculada disfarça as nossas deformidades escondidas.
O mundo está repleto dessas pessoas que têm o sorriso nos lábios e o veneno no coração, que são mansas sob a condição de nada lhes machucar, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua é dourada, quando falam pela frente, mas se transforma em dardo envenenado, quando falam por detrás.
A esta classe pertencem muitos homens e mulheres também de hoje, que aparentam ser mansos e pacíficos para a sociedade, mas em seus ambientes domésticos fechados e mesmo ambientes profissionais mais restritos, são verdadeiros tiranos, que fazem seus familiares e subordinados, sofrerem com o peso de seus orgulhos e tiranias.
Não tem coragem de fazer isso com os estranhos, que os colocariam em seus devidos lugares, mas se fazem temidos pelos que deles dependem. Dizem para satisfazer suas vaidades e arrogâncias: “Aqui mando e sou obedecido” e esquecem de acrescentar: “E sou detestado”.
Para sermos realmente afáveis e doces não basta nossa boca falar de coisas doces e belas, se o nosso coração nada tem de doce e belo. Isto é hipocrisia. Quem assim age, sempre cai em contradição ao contrário do verdadeiro afável e doce que nunca cai em contradição. O primeiro é especialista em enganar os homens, mas nunca engana a Deus. O segundo Deus sabe quem ele é o ajuda sempre. Este é sempre o mesmo, perante o mundo e na intimidade.
A PACIÊNCIA – Instrução de um Espírito Amigo.
Outra virtude que temos que aprender a desenvolver em nós para elevarmos a terra para a condição de planeta mais justo e feliz é a paciência. Vejamos então o ensinamento deste Espírito:
A dor moral ou física que Deus nos envia é uma benção que Ele envia aos seus eleitos. Quando sofremos, nós não devemos nos atormentar, mas ao contrário, devemos bendizer o nosso Pai Todo Poderoso, que nos marcou pela dor nesse mundo, pois teremos a felicidade no futuro, lá em seu reino dos Céus (planetas mais felizes e evoluídos).
Para suportar os sofrimentos e a dor, devemos ser pacientes. Paciência também é caridade e a lei da caridade e do amor é uma lei ensinada por Jesus e enviada por Deus. Devemos entender que caridade não é somente dar esmolas ou outras doações. Esta é a mais fácil de praticar.
A caridade muito mais difícil e louvável perante aos olhos de Deus é a de perdoar aqueles que Deus coloca em nosso caminho para nos servirem de teste em nossos sofrimentos e colocar a nossa paciência à prova. E quais são esses, os colocados em nosso caminho? Nossos companheiros/as ou filhos difíceis, nossos parentes difíceis, nossos chefes ou subordinados difíceis, nos vizinhos e todos mais, que não temos como os tirar de nosso caminho, inclusive os violentos e corruptos, que nos cercam e que nós os merecemos.
As nossas vidas são todas difíceis; elas se compõem de mil coisinhas que são como alfinetadas que acabam por nos ferir. Mas temos que entender que temos deveres ou obrigações que Deus nos impôs e, as consolações e compensações serão também nos concedidas em contrapartida aos nossos esforços em pagar nosso passado delituoso.
Se formos pacientes e lutadores, nós veremos que as bênçãos são mais numerosas do que as dores. Mas se paramos para reclamar e não tivermos paciência e perseverança, a carga se torna insuportável, não porque não tenhamos as forças para carregá-las e sim porque nos deixamos tomar pelo desânimo, pela revolta e rebeldia.
O fardo de nossas vidas é muito mais leve quando olhamos para frente e para o alto, do que quando ficamos olhando para baixo e para trás.
Devemos ter coragem. Jesus foi o nosso modelo; sofreu muito mais do qualquer um de nós e não tinha nada para pagar e de nada podia ser acusado. Já nós, com certeza, temos os nossos passados para resgatar e pagando sem se lamentar, poderemos fortalecer o nosso futuro. A palavra recomendada por este Espírito amigo é: Sejamos pacientes, sejamos verdadeiramente cristãos.
OBEDIÊNCIA E RESIGNAÇÃO – Instruções do Espírito de Lázaro.
Outras duas virtudes que temos de desenvolver em nós, para sermos mais fortes e felizes e a obediência e a resignação.
Jesus ensinou sempre que a obediência e a resignação são duas virtudes companheiras muito ativas da doçura, embora os homens confundam esses sentimentos com a negação dos bons sentimentos e da própria vontade de lutar.
Na realidade a obediência é a aceitação da razão; a resignação é a aceitação do coração, ou seja, o que é obediente está sendo racional e o resignado está aceitando de coração às provas a que está sendo submetido. Essas duas virtudes são forças ativas que ajudam a carregar o fardo das provas, que a rebeldia e a revolta não suportam.
O covarde não é uma criatura resignada, assim como o orgulhoso e o egoísta não é obediente. Jesus foi o exemplo mais forte, para nos ensinar essas virtudes tão desprezadas pela antiguidade materialista. Jesus nasceu no momento em que a sociedade romana agonizava, destruída pela corrupção. Jesus veio mostrar para a humanidade, moralmente enfraquecida, os triunfos do sacrifício e da renuncia carnal.
O espírito de Lázaro nos ensina que cada época da humanidade é marcada por uma virtude e por um vício. A virtude dos nossos tempos, da nossa geração, é a atividade intelectual tão intensa e brilhante; o nosso vício é a indiferença moral. Este espírito explica que se trata de vício de atividade, porque se compõe da reunião de atividades, de todos os esforços, de todos os homens, para atingir objetivos importantes para a humanidade materialista, mas menos importantes para os objetivos dos valores espirituais tão importantes para a vida eterna, dessa própria humanidade.
Já o homem mais inteligente emocionalmente e espiritualmente, ele se eleva isoladamente e descobre sozinho os horizontes que a multidão materialista só verá muito depois dele. O que ocorre é que a maioria somente está preocupada na evolução intelectual, esquecendo-se da evolução moral, esta sim muito mais importante para o futuro dos homens.
Não que seja errado evoluir intelectualmente e tecnologicamente, mas sim de ser errado em deixar a evolução espiritual para segundo plano. O custo dessa atitude errada é o que estamos vendo em nossos tempos, com tanto sofrimento físico, mas principalmente moral.
Este espírito então nos alerta que devemos nos preocupar mais com a lei de progresso moral e o espírito infeliz, que é preguiçoso para ver isso, que se fecha a esse entendimento, será chicoteado pelos guias da humanidade, pois toda resistência orgulhosa deverá ceder cedo ou tarde. Porém bem aventurados são os mansos e pacíficos, pois esses recebem esses ensinamentos espirituais com doçura e alegria e crescem intelectualmente em paralelo.
A CÓLERA - Instruções de espírito protetor e de um chamado Hahnemann.
Quem se encoleriza facilmente é certo que não se torna manso e pacífico. Este é um vicio que prejudica muito a nossa evolução. Segundo as instruções desses espíritos, a causa de nossa cólera quase sempre está ligada ao nosso orgulho ferido, como por exemplo, de uma opinião contrária, que nos faz rejeitar as observações justas e que nos faz repelir os mais sábios conselhos.
Alguns de nós, em nossos acessos de cólera, nos voltamos contra tudo, contra a natureza, as pessoas e até contra os objetos e tentamos ou mesmos destruímos essas coisas ou objetos por eles não nos obedecerem. Se nesse momento pudéssemos nos ver, teríamos medo de nós mesmos ou nos acharíamos ridículos. Assim, eles nos recomendam que seja por respeito a nós mesmos ou aos que nos cercam e nos amam, devemos esforçar-nos para vencer essa tendência que nos torna dignos de piedade.
O homem de temperamento colérico, não deixa de ter certas qualidades no coração, mas essa atitude pode impedi-lo de praticar com mais freqüência o bem e ainda pode ajudá-lo a praticar o mal. Quem é espírita e tem essa tendência, deve lembrar sempre que a cólera é contrária à caridade e a humildade cristã.
A idéia que muitos fazem de que a cólera é da própria natureza de seu corpo físico é falsa. A cólera não reside no corpo e sim no espírito. Todos os vícios de nosso ser residem sempre no nosso espírito e não em nosso corpo. Um espírito violento vivendo num corpo debilitado, será sempre violento e poderá não manifestar a violência, por falta de um corpo forte e um espírito dócil vivendo em um corpo forte, com saúde, será sempre dócil, mesmo tendo um corpo que poderia ser bruto e violento.
A lei divina do progresso existe para o homem se corrigir e, portanto, o homem apenas permanece vicioso ou colérico porque assim quer permanecer. O homem colérico que acusa o seu corpo por ser violento, faz uma tentativa covarde de culpar Deus, por seus próprios defeitos e isso é proveniente do seu orgulho.
aventurados e felizes sendo mais mansos e pacíficos, nós devemos acabar em nossas vidas com as atitudes de violência, de injurias, de comportamentos coléricos e os meios para conseguir isso é sermos afáveis, doces, pacientes, obedientes e resignados. Parece fácil, mas depende de muito esforço para nos reformarmos intimamente e então evoluirmos em direção as leis de Deus.
Eduardo Mees – 01/06/2003 – Depto de Ensino GEEDEM –S.B. Campo.
EM QUE PONTO DE EVOLUÇÃO NOS ENCONTRAMOS?
Das instruções do Espírito acima, o espírito protetor chamado Hahnemann destacamos:
“Seguindo uma idéia muito falsa, mas muito falsa mesmo de que não é possível reformar a nossa própria natureza, nós homens e mulheres nos julgamos dispensados de empregar esforços próprios para corrigir defeitos que temos e que temos prazer de mantê-los ou que nos exigiria muita perseverança para extirpá-los de nossa pratica de viver”.
Essa velha postura do homem também velho que somos, tem resposta e solução apontada pelo Alto e vem pelo Espiritismo para guiar essa nossa humanidade desnorteada.
O Espiritismo esclarece de onde viemos e para onde podemos ir se fizermos certo aqui na terra aproveitando nossa presente encarnação!
Como a 3ª. Grande Revelação Divina a todos nos homens velhos da terra a Doutrina Espírita é o facho de luz que nos falta como homens ditos “inteligentes”, mas somente possuidores de um razoável raciocínio materialista e ainda muito pouco moral!
Só que a clareza do Espiritismo é tão racional, tão clara e tão corretamente definida que ele cega a nossa visão de vida que é ainda cheia de absurdos enraizados em nossas mentes tão infantis ainda em matéria da verdadeira evolução espiritual em direção da Deus.
Façamos perguntas mais difíceis ou complexas, mesmo para os que mais estudam a doutrina e receberemos sempre respostas evasivas, própria dessa fase de infância espiritual que ainda vivemos. Essa infância revela quanto será dura a nossa caminhada rumo à maturidade espiritual, ou simplesmente da conquista da Inteligência Espiritual!
De onde viemos, para onde vamos, a razão da vida no nosso corpo quase sempre entendemos com informações pouco profundas e claras. Quem só estuda os princípios filosóficos através da leitura das obras espíritas, quase sempre não conseque conhecer profundamente e adotar de corpo e alma os fundamentos filosóficos do Espiritismo.
Conhecemos as suas bases, mas falta-nos a capacidade de aprender a filosofar, aprender a pensar como espírita verdadeiro, tornarmos pessoas ativas na transformação da nossa historia de velho homem agarrado às mentiras (falsos dogmas ou falsas verdades) colocados nas religiões pelo homem ignorante, interesseiro, orgulhoso e egoísta! Temos que nos livrar desse fardo!
A nossa renovação, também chamada de reforma intima, é um trabalho duro, lento, progressivo que necessita muita persistência. Como dito acima, todas as crenças colocadas em nossas velhas mentes, todas desprovidas de bom senso, de alto-vigilância, nascidas de raciocínios confusos, (observem os novos evangélicos pentecostais como tem raciocínios confusos e materialistas em pleno século 21) somente serviram e continuam servindo de terríveis obstáculos ao serviço de transformação da humanidade através de todos as doutrinas religiosas e filosóficas existentes.
Uns tentam caminhar mais rápido, mas se perdem novamente no orgulho e na vaidade. Outros se apegam exatamente no que o Espírito Protetor Hahnemann ensinou acima, ou seja, desistem de se reformar, pois acham que seu corpo é imperfeito e culpado e sua ruindade é natural (nasceu assim mesmo) e não se atentam que eles devem reformar sua alma, seu eu interno, seu espírito, que quando sair do corpo de carne volta a ser Espírito eterno.
Nesse ponto a desculpa mais comum ou a bengala que nos agarramos é a famosa frase “errar é humano” e fica errando eternamente se apoiando nesta muleta.
Necessitamos urgentemente nós libertarmos das crenças enfermiças que tomaram conta de nossas mentes por séculos e durante incontáveis encarnações passadas.
Nós estamos hoje na Terra, numa fase em que só os primeiros progressos morais e muito lentamente estão se iniciando em nossas mentes e falta ainda muita vontade nossa para progredir mais rapidamente.
Precisamos constatar e admitir que nada mais somos, por enquanto, que criaturas que ensaiamos os primeiros passos para sair do ‘primitivismo moral’ rumo a nossa verdadeira humanização ou “hominização integral”.
Apesar de estarmos há milênios no reino hominal, ainda não somos os legítimos proprietários da Herança Paternal de Deus que Ele nos confiou! Não é errado dizer, que aqui na Terra, somos ainda somente “meio humanizados”.
No presente estado evolutivo, somos portadores de muita vertigem, delírios mesmos, provocados pelo nosso velho orgulho e isso é em razão da nossa pouca competência em nos auto-avaliar. De nos olhar no espelho! A mais grave incompetência nossa é queremos ser santos do dia para a noite a partir de entendermos muito superficialmente o Espiritismo! Herculano Pires disse: Vestir o manto de santo antes da hora é pura hipocrisia!
Nós mal iniciamos o árduo trabalho de assumir a condição hominal e não mais animal, como queremos ser anjos ou atingir a condição de vida angelical?
Entre a vida verdadeiramente hominal e a angelical existe a necessidade de grande semeadura da verdadeira fertilidade primeiro da vida verdadeiramente hominal. É por isso que frequentemente dizemos na presença de uma grande pessoa, homem ou mulher, esse ou essa é um grande ser humano!
Devemos, pois, parar de resistir no orgulho e no fanatismo das ignorâncias que temos em nossos interiores e partirmos, principalmente nós espíritas, para consolidarmos como seres verdadeiramente humanizados e aprender todas as conquistas próprias desta fase de tornamos gente, e só então termos a pretensão de atingirmos, pelo mérito conquistado na fase hominal, a fase angelical. E depois o que virá? Vira a fase Divinal de espíritos puros finais que fazem parte do Conselho de Deus e com Ele governam o Universo Infinito!
Um perigo que mais frequentemente que todos nós espíritas vivemos é o de desejar a nossa santificação e se descuidar das pequenas lições educativas que nos fariam crescer de passo a passo e acabamos vivendo uma reforma idealizada ou pensada somente em nossa cabeça ao invés de sentir realmente uma reforma acontecendo dentro de nós! Reformamo-nos da boca para fora e não para dentro.
É menos importante vencer as trevas interiores e muito mais importante e produtivo criar o bem dentro de nós pela fixação de novos valores que automaticamente faz com que pensemos melhor e sem pensamentos errados o erro dos atos deixa de existir - lembrar do Pecado por Pensamento no E.S.E.
Mais do que não pensar mais no mal e, portanto, não mais fazê-lo é necessário saber desenvolver as habilidades do bem dentro de nós!
A nossa reforma intima é um serviço gradativo da instalação das virtudes celestes vindas do Reino de Deus dentro de nosso espirito e entender que esse é o tesouro que todos podemos desfrutar e que a todos Deus convocou para conquistar perante a Lei Natural Moral do Progresso!
O nosso medo de ser bom e passar por bobão ou ser explorado pelos maus será transformado em força para exercer com coragem infalível na luta pela conquista e pratica do bem.
A inveja se transformará em abnegação pelo bem;
A nossa avareza se transformará em grandeza em favor do bem com a nossa capacitação de fazer o bem de forma correta e com total desprendimento da materialidade;
Vamos saber fazer a nossa mudança interna e ajudar o próximo nessa mudança sem repressão e sim por alto-convencimento de que esse é o caminho para a tal de nossa salvação;
Quando contemos o mal no nosso interior estamos começando a nos disciplinar e então começamos a nos educar e adquirir novas qualidades que provocam naturalmente nossa transformação em homens verdadeiramente humanos e completos. Viramos finalmente gente boa;
A disciplina adquirida e mantida será a ferramenta que servirá para adquirir as novas qualidades para o nosso espirito que será a nossa educação para nos tornamos verdadeiramente humanos ou atingirmos a fase plena de evolução hominal.
Então primeiro aprendamos a descobrir nossas sombras internas e essa é a primeira etapa para sermos verdadeiramente hominais ou humanos. A segunda etapa é então aprender a ascender à verdadeira luz própria interna e eis aqui o motivo principal para nos livrarmos do martírio que tem sido as nossas tentativas fracassadas de fazer essa tal exigida reforma! A reforma intima sem martírio!
DO LIVRO DOS ESPIRITOS PARA ESSE TEMA TEMOS A PERGUNTA NO. 792
Por quais sinais podemos identificar que nos tornamos uma civilização completa e, portanto, um povo em geral realmente humanizado ou na fase hominal plena e próxima da perfeição?
Poderemos reconhecer isso quando o nosso desenvolvimento moral for o mais alto. Hoje nós pensamos que estamos muito adiantados por termos alcançado grandes invenções materiais que nos permitem vestir muito melhor e viver com muito mais conforto que os nossos selvagens ou povos que sabemos pela historia que nos precederam.
Mas somente seremos gente ou humanos quando varrermos de nossa sociedade todos os vícios que nos desonram perante a Deus. Isso acontecerá quando passarmos a viver verdadeiramente como irmãos e praticando a verdadeira caridade mutua. Hoje somente somos povos mais esclarecidos e somente na primeira fase de civilização verdadeira.
A civilização do planeta e dos seus povos tem todos os seus degraus de evolução. Nos estágios iniciais (que são os nossos atuais) nós criamos ou inventamos novos males que simplesmente não existiam quando éramos civilizações primitivas. Esses males não deixam de ser um progresso e eles mesmos levam consigo os remédios necessários para eliminá-los.
À medida que nossa civilização se aperfeiçoa esses males “modernos” por nós mesmos criados, vão sendo eliminados e isso acontece pelo nosso progresso moral ou pelo desenvolvimento de nossa inteligência moral ou espiritual.
Como um exemplo para entender melhor podemos citar dois povos hipotéticos da Terra que já chegaram ao pico do melhor desenvolvimento de civilidade.
Será o melhor, aquele que for menos ambicioso, menos egoísta e menos orgulhoso. Será também o melhor aquele que os costumes sejam mais intelectuais do que materiais. Será aquele que tem sua liberdade mais desenvolvida, aquele onde existir mais bondade, mais boa fé, mais benevolência, mas generosidades recíprocas, aquele em que não existam mais preconceitos de castas, de raças, de local de nascimento, de cor da pele, de língua falada, que tiver leis civis que não estabeleçam nenhum privilegio, que o mais fraco seja sempre protegido do mais forte, que a justiça civil seja quase que perfeitamente imparcial, que o homem daquele povo tenha suas crenças e opiniões respeitadas, que não tenha muitos pobres e desgraçados, e finalmente, que todos daquele povo sejam homens de boa vontade e estejam sempre seguros que a sua sobrevivência física esteja assegurada pelos sistemas de governos prevalecentes, desde é lógico que todos cumpram seus deveres e obrigações.
Esse tipo de civilização será cristã ocorrerá com o estabelecimento do Espiritismo completamente aqui na Terra. Os espíritos elevados nos explicam isso, os comentários de Kardec também.
A civilização incompleta em que vivemos é apenas uma fase de transição entre o mundo pagão de antes do Cristo e o mundo verdadeiramente Cristão do Futuro.
Nos nossos costumes atuais, nas legislações civis existentes, nas praticas dos cultos religiosos vemos uma mistura constante de elementos do paganismo com os princípios verdadeiros do Cristianismo. Cabe ao Espiritismo e nós seus divulgadores a missão de removermos esses elementos pagãos, primeiro dentro de nós mesmos, e depois ajudar nossos próximos a fazer brilhar o espírito cristão em toda a sua verdadeira pureza.
Preparada em 23/06/2010 – Eduardo Mees
eduardomees@terra.com.br – telefones 4368.5870 – 9629.6526
BEM AVENTURADOS OS QUE SÃO MANSOS E PACÍFICOS
E.S.E. – Capítulo 9
Os ensinamentos de Jesus são: “Bem aventurados aqueles que são mansos e pacíficos porque possuirão a terra e serão chamados filhos de Deus”.
E disse também: “Apreendestes o que foi dito aos antigos: Não matarás; todo aquele que matar merecerá ser condenado pelo julgamento. Porém, eu vos digo que aquele que se encolerizar contra seu irmão também merecerá ser condenado pelo julgamento; que aquele que disser a seu irmão racca, merecerá ser condenado pelo conselho. E aquele que lhe disser: és louco, merecerá ser condenado ao fogo do inferno”.
Eis o que o Consolador Prometido ou o Espírito da Verdade nos ensina e esclarece sobre estes ensinamentos morais de Jesus:
Jesus estabelece como Lei do Pai ou Lei Divina a doçura, a afabilidade, a moderação, a mansidão, a obediência, a resignação e a paciência. Condena a violência, a cólera e até mesmo qualquer expressão descortês ou xingamentos contra o nosso próximo. Racca era um termo de desprezo entre os judeus da época e era uma palavra pronunciada cuspindo-se e virando-se o rosto contra um homem que o ofensor achava que era de má conduta.
Jesus condena esse hábito, como um exemplo de que todas as ofensas que sempre são sentimentos contrários à lei de amor e da caridade e essa lei maior de Deus existe para estabelecer as relações de concórdia e união entre os homens. Qualquer insulto à benevolência e fraternidade de um contra o outro, alimenta ódio e rancor e isso vai contra a caridade com o próximo, que é a primeira lei de todo o verdadeiro cristão, ou seja, 1o. Mandamento de Deus: “Amar a Deus, a si próprio e ao próximo, não fazendo ao outro aquilo que não queremos contra nós...”.
Quando nós estamos tentando viver corretamente as nossas vidas aqui na terra, aguardando os futuros bens dos céus, que poderemos receber se nos tornarmos dignos disso, nós precisamos dos bens terrenos para viver, mas sempre temos que entender que não devemos dar maior importância a esses bens terrenos, do que devemos dar aos bens celestiais ou bens do espírito.
Pelas palavras então: “os que são mansos possuirão a terra” Jesus estava ensinando que, até a sua vinda, os bens da terra foram de privilégio exclusivo dos violentos que se apossavam de tudo, em prejuízo dos que eram mansos e pacíficos e estes muitas das vezes não tinham nem o necessário, enquanto que os violentos tinham em excesso.
Promete então Jesus que a justiça aos mansos e pacíficos, lhes será feita assim na terra como no céu, porque todos que praticarem verdadeiramente a lei do amor e caridade seriam chamados de filhos de Deus.
Jesus então nos ensina que quando a lei do amor e caridade for praticada pela maioria de nós, ou seja, da humanidade, não haverá mais egoísmo, o fraco e o pacifico não serão mais explorados e nem esmagados pelos fortes e violentos. Assim será a terra, quando a lei divina do progresso for cumprida, conforme prometido por Jesus e o nosso mundo será mais feliz, pelo fim dos maus que se transformarão em bons e pelo afastamento, por Deus, dos maus teimosos e resistentes, para outros planetas mais atrazados.
Apesar de termos dificuldades de ver todo o progresso atingido pela humanidade da terra, segundo a Lei da Evolução ou de Progresso da raça humana, a verdade é que nós vivemos num planeta bem mais adiantado hoje, do que nos tempos de Jesus. Os direitos dos homens mais fracos, que lutam honestamente para viver, são muito mais respeitados do que nos tempos passados, mas nem tudo ainda atingiu a perfeição porque a terra e nós todos ainda não merecemos e nem conquistamos a perfeição que almejamos.
As leis civis, existentes em todos os povos e países mais civilizados da atualidade, protegem muito mais os homens dignos e honestos, mansos e pacíficos, do que protegiam no passado. Só não funcionam mais, por haver entre nós, muita gente que reclama de seus direitos não respeitados, mas esquecem cumprir seus deveres. Exemplos: corruptos e corruptores, leis e normas que não cumprimos, falta de ética, lei do Gerson, preguiça de estudar e trabalhar, etc e etc.
E qual seria a forma de fazermos melhor a nossa parte, como espíritas mais esclarecidos que somos, para obtermos os bons resultados de todos esses maravilhosos ensinamentos, tão bem explicados pelo Espírito da Verdade, ou seja, pelo Espiritismo?
A AFABILIDADE E A DOÇURA – Instrução do Espírito de Lázaro.
Primeiro precisamos nos esforçar para aprender e sermos mais afáveis e doces. Quando conseguimos ser benevolentes com os nossos semelhantes, fruto do amor ao próximo do 1o. mandamento de Deus, isso produz em nós as virtudes da afabilidade e da doçura, que são as formas de manifestar a benevolência.
Mas isso não pode ser feito somente pelas aparências, tanto de nós para o próximo, como dos outros para conosco. Muitos de nós, a partir da educação que recebemos e da vivencia em sociedade, podemos criar estas aparências somente como um verniz, como uma máscara exterior, uma roupagem, cuja aparência externa muito bem construída e calculada disfarça as nossas deformidades escondidas.
O mundo está repleto dessas pessoas que têm o sorriso nos lábios e o veneno no coração, que são mansas sob a condição de nada lhes machucar, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua é dourada, quando falam pela frente, mas se transforma em dardo envenenado, quando falam por detrás.
A esta classe pertencem muitos homens e mulheres também de hoje, que aparentam ser mansos e pacíficos para a sociedade, mas em seus ambientes domésticos fechados e mesmo ambientes profissionais mais restritos, são verdadeiros tiranos, que fazem seus familiares e subordinados, sofrerem com o peso de seus orgulhos e tiranias.
Não tem coragem de fazer isso com os estranhos, que os colocariam em seus devidos lugares, mas se fazem temidos pelos que deles dependem. Dizem para satisfazer suas vaidades e arrogâncias: “Aqui mando e sou obedecido” e esquecem de acrescentar: “E sou detestado”.
Para sermos realmente afáveis e doces não basta nossa boca falar de coisas doces e belas, se o nosso coração nada tem de doce e belo. Isto é hipocrisia. Quem assim age, sempre cai em contradição ao contrário do verdadeiro afável e doce que nunca cai em contradição. O primeiro é especialista em enganar os homens, mas nunca engana a Deus. O segundo Deus sabe quem ele é o ajuda sempre. Este é sempre o mesmo, perante o mundo e na intimidade.
A PACIÊNCIA – Instrução de um Espírito Amigo.
Outra virtude que temos que aprender a desenvolver em nós para elevarmos a terra para a condição de planeta mais justo e feliz é a paciência. Vejamos então o ensinamento deste Espírito:
A dor moral ou física que Deus nos envia é uma benção que Ele envia aos seus eleitos. Quando sofremos, nós não devemos nos atormentar, mas ao contrário, devemos bendizer o nosso Pai Todo Poderoso, que nos marcou pela dor nesse mundo, pois teremos a felicidade no futuro, lá em seu reino dos Céus (planetas mais felizes e evoluídos).
Para suportar os sofrimentos e a dor, devemos ser pacientes. Paciência também é caridade e a lei da caridade e do amor é uma lei ensinada por Jesus e enviada por Deus. Devemos entender que caridade não é somente dar esmolas ou outras doações. Esta é a mais fácil de praticar.
A caridade muito mais difícil e louvável perante aos olhos de Deus é a de perdoar aqueles que Deus coloca em nosso caminho para nos servirem de teste em nossos sofrimentos e colocar a nossa paciência à prova. E quais são esses, os colocados em nosso caminho? Nossos companheiros/as ou filhos difíceis, nossos parentes difíceis, nossos chefes ou subordinados difíceis, nos vizinhos e todos mais, que não temos como os tirar de nosso caminho, inclusive os violentos e corruptos, que nos cercam e que nós os merecemos.
As nossas vidas são todas difíceis; elas se compõem de mil coisinhas que são como alfinetadas que acabam por nos ferir. Mas temos que entender que temos deveres ou obrigações que Deus nos impôs e, as consolações e compensações serão também nos concedidas em contrapartida aos nossos esforços em pagar nosso passado delituoso.
Se formos pacientes e lutadores, nós veremos que as bênçãos são mais numerosas do que as dores. Mas se paramos para reclamar e não tivermos paciência e perseverança, a carga se torna insuportável, não porque não tenhamos as forças para carregá-las e sim porque nos deixamos tomar pelo desânimo, pela revolta e rebeldia.
O fardo de nossas vidas é muito mais leve quando olhamos para frente e para o alto, do que quando ficamos olhando para baixo e para trás.
Devemos ter coragem. Jesus foi o nosso modelo; sofreu muito mais do qualquer um de nós e não tinha nada para pagar e de nada podia ser acusado. Já nós, com certeza, temos os nossos passados para resgatar e pagando sem se lamentar, poderemos fortalecer o nosso futuro. A palavra recomendada por este Espírito amigo é: Sejamos pacientes, sejamos verdadeiramente cristãos.
OBEDIÊNCIA E RESIGNAÇÃO – Instruções do Espírito de Lázaro.
Outras duas virtudes que temos de desenvolver em nós, para sermos mais fortes e felizes e a obediência e a resignação.
Jesus ensinou sempre que a obediência e a resignação são duas virtudes companheiras muito ativas da doçura, embora os homens confundam esses sentimentos com a negação dos bons sentimentos e da própria vontade de lutar.
Na realidade a obediência é a aceitação da razão; a resignação é a aceitação do coração, ou seja, o que é obediente está sendo racional e o resignado está aceitando de coração às provas a que está sendo submetido. Essas duas virtudes são forças ativas que ajudam a carregar o fardo das provas, que a rebeldia e a revolta não suportam.
O covarde não é uma criatura resignada, assim como o orgulhoso e o egoísta não é obediente. Jesus foi o exemplo mais forte, para nos ensinar essas virtudes tão desprezadas pela antiguidade materialista. Jesus nasceu no momento em que a sociedade romana agonizava, destruída pela corrupção. Jesus veio mostrar para a humanidade, moralmente enfraquecida, os triunfos do sacrifício e da renuncia carnal.
O espírito de Lázaro nos ensina que cada época da humanidade é marcada por uma virtude e por um vício. A virtude dos nossos tempos, da nossa geração, é a atividade intelectual tão intensa e brilhante; o nosso vício é a indiferença moral. Este espírito explica que se trata de vício de atividade, porque se compõe da reunião de atividades, de todos os esforços, de todos os homens, para atingir objetivos importantes para a humanidade materialista, mas menos importantes para os objetivos dos valores espirituais tão importantes para a vida eterna, dessa própria humanidade.
Já o homem mais inteligente emocionalmente e espiritualmente, ele se eleva isoladamente e descobre sozinho os horizontes que a multidão materialista só verá muito depois dele. O que ocorre é que a maioria somente está preocupada na evolução intelectual, esquecendo-se da evolução moral, esta sim muito mais importante para o futuro dos homens.
Não que seja errado evoluir intelectualmente e tecnologicamente, mas sim de ser errado em deixar a evolução espiritual para segundo plano. O custo dessa atitude errada é o que estamos vendo em nossos tempos, com tanto sofrimento físico, mas principalmente moral.
Este espírito então nos alerta que devemos nos preocupar mais com a lei de progresso moral e o espírito infeliz, que é preguiçoso para ver isso, que se fecha a esse entendimento, será chicoteado pelos guias da humanidade, pois toda resistência orgulhosa deverá ceder cedo ou tarde. Porém bem aventurados são os mansos e pacíficos, pois esses recebem esses ensinamentos espirituais com doçura e alegria e crescem intelectualmente em paralelo.
A CÓLERA - Instruções de espírito protetor e de um chamado Hahnemann.
Quem se encoleriza facilmente é certo que não se torna manso e pacífico. Este é um vicio que prejudica muito a nossa evolução. Segundo as instruções desses espíritos, a causa de nossa cólera quase sempre está ligada ao nosso orgulho ferido, como por exemplo, de uma opinião contrária, que nos faz rejeitar as observações justas e que nos faz repelir os mais sábios conselhos.
Alguns de nós, em nossos acessos de cólera, nos voltamos contra tudo, contra a natureza, as pessoas e até contra os objetos e tentamos ou mesmos destruímos essas coisas ou objetos por eles não nos obedecerem. Se nesse momento pudéssemos nos ver, teríamos medo de nós mesmos ou nos acharíamos ridículos. Assim, eles nos recomendam que seja por respeito a nós mesmos ou aos que nos cercam e nos amam, devemos esforçar-nos para vencer essa tendência que nos torna dignos de piedade.
O homem de temperamento colérico, não deixa de ter certas qualidades no coração, mas essa atitude pode impedi-lo de praticar com mais freqüência o bem e ainda pode ajudá-lo a praticar o mal. Quem é espírita e tem essa tendência, deve lembrar sempre que a cólera é contrária à caridade e a humildade cristã.
A idéia que muitos fazem de que a cólera é da própria natureza de seu corpo físico é falsa. A cólera não reside no corpo e sim no espírito. Todos os vícios de nosso ser residem sempre no nosso espírito e não em nosso corpo. Um espírito
|
|
|
|
BEM E MAL SOFRER E.S.E. – Cap.5 – Itens 18 e 19. Este tema pertence ao capitulo que estuda o ensinamento do Mestre Jesus: “Bem-Aventurados ou felizes são
Postado em: 21/6/2010 às 18:30
|
BEM E MAL SOFRER
E.S.E. – Cap.5 – Itens 18 e 19.
Este tema pertence ao capitulo que estuda o ensinamento do Mestre Jesus: “Bem-Aventurados ou felizes são os Aflitos, pois deles é o reino dos Céus”.
Este capitulo nos ensina também “A justiça das aflições” ou porque devemos entender e aceitar as aflições pelas quais temos que passar, pois isso faz parte de Justiça Divina.
O tema “bem e mal sofrer” pode ser resumido na conclusão simples e resumida de que devemos aprender a sofrer corretamente, ou carregar a nossa cruz sem lamentações que só atrasam nossa evolução em direção ao Pai Criador. Só que ninguém gosta de sofrer e fica estranho ou incoerente mesmo ter que ensinar aqui a aprender a sofrer, quando o objetivo nosso é sempre deixar de sofrer e ser feliz!
Mas este objetivo aqui na Terra é o certo e o problema maior nosso é queremos ser felizes antes de merecermos, ou antes de quitar nossas dividas com Deus perante a grande contabilidade de dividas e créditos que todos temos perante ao “Tribunal Cósmico Universal da Justiça Divina”.
Interpretação desse item do Espírito de Lacordaire – Havre – 1863 – Instruções dos Espítios
O Espiritismo que é claro e perfeitamente racional explica o seguinte: O reino dos Céus não é para todos os que sofrem na terra, pois todos os que estão na terra sofrem, sejam os poderosos ou os fracos, os ricos ou os miseráveis, os doentes e os sadios.
Mas poucos sabem sofrer, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir o homem, ou nós todos ao reino do Deus Pai.
A terra é um planeta ou uma escola de expiações e provas. Todos que vivemos nela estamos bem atrasados moralmente e em conseqüência estamos na parte mais difícil da Lei Divina de Causa e Efeito, ou seja, estamos colhendo em nossas vidas atuais, as más semeaduras que fizemos em outras vidas e também as más semeaduras feitas nessa vida, justamente em decorrência de permanência nossa no velho atraso moral. Este é o ensinamento de Jesus: “a cada um segundo as suas obras”.
Aceitando isso (se não aceitarmos vai continuar valendo, pois é uma Lei Divina definitiva) perguntemos a nossa consciência ou a nós mesmos: Porque não sabemos sofrer ou porque nos falta força para bem sofrer? A resposta é simples, nos falta ânimo! Só que para fazer errado, no passado de outras vidas e dessa própria, nunca nos faltou ânimo!
E o desânimo é perante à Deus uma falta ou um erro deverá ser reparado. Deus nos recusa as consolações que tanto Lhe solicitamos, se nos falta à coragem para suportar aquilo que Lhe pedimos antes de reencarnar. E o que é pior, além de nos faltar coragem nós ainda nos revoltamos contra as provas previamente pedidas lá na espiritualidade. Quem vive na revolta pratica mais e mais erros.
Uma solução para a falta de animo e coragem mais eficiente é a prece, pois a prece é a sustentação da alma e ela pode nos dar as forças que nos falta para nos livrar do desânimo. Mas a prece feita sem uma fé viva e racional na bondade de Deus não é suficiente, ou seja, nós temos que aceitar o sofrimento de Deus nos envia porque ele é o remédio que nos salvará definitivamente dos erros do passado. Assim é que pagaremos as nossas dívidas para com Deus e zeramos o saldo devedor (débitos) .
Mas aí então nós costumamos pensar ou até falar assim: Isto está acima de minhas forças! Também isso é um equivoco e no fim retornamos ao circulo vicioso da falta de ânimo. Jesus disse muitas vezes em seus ensinamentos aos seus discípulos: Deus nunca coloca em nossos ombros fardos ou cargas que eles não podem suportar. A nossa cruz ou o nosso fardo é só nossa. Todos temos forças para carrega-lo se não desanimarmos.
O fardo que Deus nós dá é sempre proporcional às nossas forças e a recompensa será sempre proporcional à resignação e à coragem que tivermos em carregar as nossas provas.
Como temos todos e sem exceções muitas dividas, repetindo dessa e de outras vidas, para receber as recompensas que tanto almejamos, temos que ter méritos em cumprir nossas obrigações superando os muitos obstáculos que uma vida terrena tem, para todo mundo.
A recompensa será tão mais generosa quanto mais difícil tiver sido a aflição ou o sofrimento.
Ao invés de nos desanimar com a vida cheia de aflições, nós temos que apreender a ficar satisfeitos quando Deus nos envia a luta.
Citemos alguns exemplos de luta: Um militar que foi treinado para lutar contra o inimigo e é um profissional nessa função, ele não fica feliz se ficar eternamente no acampamento esperando a batalha.
Um jovem inteligente, esforçado e humilde, que estudou com muita dedicação para ser um bom medico, dentista, engenheiro, advogado, operário trabalhador, etc, não fica feliz se não consegue trabalhar na profissão que escolheu para lutar pela vida e ser um vencedor profissionalmente e pessoalmente.
Quando Deus envia seus filhos (nós) a luta que eles tanto esperam e pediram antes de encarnar, não é o fogo da batalha para o militar ou as dificuldades de não ter experiência das outras profissões, que serão as maiores dificuldades a serem vencidas, mas sim as amarguras da vida que em algumas vezes ou muitas das vezes, é preciso muito mais coragem do que num combate sangrento para o militar ou numa situação profissionalmente difícil em qualquer as profissões mencionadas. Paralelamente a nossa vitória na luta pelo nosso sustento tem ainda as angustias que temos que superar
Quem já não se viu numa situação em que trabalhar é até gostoso e realizador, mas difícil é agüentar a política, o chefe, o cliente desequilibrado, os colegas desanimados, a esposa, esposo, filhos e parentes difíceis, os traiçoeiros e maus que nos cercam e etc, etc. Esta é a verdadeira luta para a nossa depuração. É o bem sofrer para resgatar as dividas passadas é suportar com bom animo coragem e persistencia.
Quantas vezes conseguimos nos manter firme diante dos obstáculos profissionais ou o soldado perante o inimigo, mas podemos fracassar sob a pressão dos sofrimentos morais que temos que enfrentar em nossos trabalhos e em nossa vida pessoal.
Isto também é idêntico no convívio com a família. Fazemos o melhor que sabemos e os sofrimentos de ordem moral criados pelos que nos cercam nos fazem fracassar. E se este sofrimento moral vem em decorrência de nossas próprias falhas morais, como ele é atroz e dolorido, pois sabemos que às vezes, fizemos a parte material bem feita e nos esquecemos da parte moral. A falta de moral é hoje um flagelo no mundo e principalmente no nosso querido Brasil.
Tem pais que dão materialmente o melhor para os filhos e se esquecem do mais importante que é a educação moral e aí então vem o sofrimento (nesse caso muitas da vezes torna-se o mal sofrer) proveniente dos erros desta presente encarnação. Outros não conseguem ou não lutam para dar nem uma coisa, nem a outra. E aí o que vem? Dor, revolta e mal sofrer e a cruz ou o fardo é só mal sofrer.
Quando fazemos o melhor que podemos no campo material e principalmente no moral e o sofrimento nos atinge da mesma forma, na terra não teremos nenhuma recompensa, mas, na vida em espírito, após a vida carnal, Deus nos reserva coroas e um lugar glorioso no mundo espiritual. Pois agüentemos firme que o mérito virá no momento definido pelos desígnios do Pai
Devemos aprender então que quando somos atingidos pela dor ou pela contrariedade é nosso dever superar os obstáculos, dominar os ataques da impaciência, da raiva, da ira ou do desespero (os chiliques que costumamos ter) e poder dizer então com justa satisfação: “Fui mais forte – venci!”
Concluindo podemos dizer que aquele dentre nós, que sabe sofrer bem é um “bem aventurado ou muito feliz, pois teve a ocasião de provar a sua fé, a sua firmeza, a sua perseverança e a sua submissão à vontade de Deus e terá cem vezes a alegria e felicidade que lhe faltou na Terra. Depois do trabalho árduo na terra, virá o descanso.
Interpretação de outro Espírito. O Espírito de Santo Agostinho em Paris, 1863.
Ele nos ensina qual é o remédio para o mal, pois Jesus nos ensinou:
“Haveria muito choro e ranger de dentes para quem nascesse neste mundo”.
“Deveríamos esperar por lágrimas sofridas e amarguras e quanto mais fortes e agudas fossem nossas dores, deveríamos olhar para os Céus e bendizer o Senhor por nos experimentar ou testar nossa capacidade de pagar nossas faltas”.
Baseado nesses ensinamentos Santo Agostinho nos ensina perguntando:
Somente reconheceremos o amor de Deus por nós quando ele tiver curado nossas doenças materiais e espirituais?
Ou quando Ele nos devolver o brilho e as facilidades de uma vida feliz?
Vamos ficar eternamente fixando nossos olhares e nossos objetivos em uma única vida, cujo horizonte é a morte e depois tudo vira o nada, ou o inferno e o céu, ou deposito de almas aguardando o juízo final ou a ressurreição? Tudo isso são dogmas colocados pelos homens e não por Jesus no evangelho que nos ensinam erradamente desde as outras vidas e até na de hoje. Isso é parte do Cristianismo falso, equivocado que sai da boca dos homens maus e ignorantes.
Quando nossa alma vai enfim se lançar além dos limites do tumulo? Além da morte do corpo físico?
Quando vamos entender que mesmo que tivermos que sofrer a vida inteira com resignação, com muita fé, muito amor e muita luta, para conseguir superar todos os obstáculos, porque depois então receberemos a gloria e a felicidade reservada para aqueles que realmente superaram e pagaram suas faltas?
Santo Agostinho reafirma o que o Espiritismo sempre nos alerta: “nossos sofrimentos são sempre as conseqüências dos nossos males do passado e a consolação que tanto queremos será nos garantida por Deus, se entendermos que seremos muitos felizes se soubermos superar nossas aflições aqui na terra, porque elas são justas e merecidas”! Vide capitulo: “Justiça das Aflições”.
Santo Agostinho também reafirma que: quando estávamos no espaço, aguardando a vida na terra, nos escolhemos e aceitamos as nossas provas que seriam passadas com o corpo de carne, pois acreditávamos já estarmos suficientemente fortes para suportá-las.
Porque então lamentamos quando recebemos o que pedimos e que era justamente o remédio para progredirmos? Aqui entra claramente a explicação porque o mal é o remédio.
Quem pediu a fortuna e a glória era para enfrentar a luta da tentação e vence-la! Os ricos são os fortes da terra e a missão deles é de ajudar os fracos com o bom exemplo e a correta distribuição das riquezas conquistadas, a geração de empregos com justos salários! E o que vemos estes famosos fazendo, nos dois campos, o moral e o material? Vivem aumentando seus débitos para o futuro.
Os que pediram para lutar de corpo e alma contra a maldade moral (juizes, advogados, educadores, pais, policiais, delegados, governantes, etc) e contra o mal físico (médicos, dentistas, enfermeiros, administradores de casas de socorro, farmacêuticos, governantes, etc) sabiam quanto seria difícil a vitória contra o egoísmo e o mal reinante na terra. Em todas as profissões houve promessas de cumpri-las corretamente. Cada um que faça um exame de consciência como exerce ou exerceu suas profissões e como cumpriu seus deveres e obrigações.
Dos que falharam a vitória seria particularmente gloriosa se saíssem triunfantes, porque aqui está o único e verdadeiro caminho da tão reclamada “justiça social”.
Quem cumpre as suas tarefas pode ter o seu corpo desprezado na morte, viver sem nenhum luxo e conforto, mas deixa escapar uma alma brilhante, limpa, purificada pela expiação e pelo sofrimento.
O medico Bezerra de Menezes é um dos maiores exemplos desse tipo de espírito vitorioso. Foi o nosso Allan Kardec brasileiro.
Santo Agostinho também ensina: Qual é o remédio para receitar aos que são atacados por obsessões cruéis e doenças dolorosas?
Um só remédio é infalível: a fé, o apelo aos Céus. Por que? Porque nos nossos mais cruéis sofrimentos, as nossas orações, com a verdadeira fé racional e esclarecida é socorrida pelos anjos do Senhor que nos mostrarão o caminho, o sinal da salvação e o futuro glorioso que nos espera. Isso se soubermos bem sofrer, sem desânimo e revolta.
A fé esclarecida e resignada é sempre o remédio certo para o sofrimento e só ela, pelo seu esclarecimento e razão que mostra os verdadeiros horizontes do infinito, que estão muito além do tumulo de uma única existência.
E é esse o remédio que cura e apaga aos poucos os dias sombrios de nosso passado.
Nós devemos aprender que aquele que crê, é forte pela certeza da fé e aquele que duvida um só segundo da eficiência da fé ele é punido na hora, pois experimenta imediatamente as dolorosas angustias da aflição sem fim.
Deus fez há muito tempo uma marca espiritual naqueles que crêem verdadeiramente n’Ele. Cristo disse que a fé remove montanhas. Santo Agostinho nos diz: aquele que sofre bem e que tem a fé como base das suas esperanças, será colocado sob a proteção de Deus e não sofrerá mais no futuro.
Os momentos de maior dor serão para ele as primeiras notas da alegria da eternidade.
Sua alma de desprenderá de tal modo do corpo que, enquanto o corpo estiver morrendo, a sua alma já estará voando para as regiões celestes, cantando com os anjos os hinos de reconhecimento dos verdadeiros vencedores e da glória ao Senhor!
Felizes aqueles que bem sofrem e os que choram. Suas almas devem se alegrar, pois serão abençoadas por Deus.
Se der tempo contar a historia do jovem diabético, sua cura e sua perdição. A doença era um freio para seu passado de erros e fracassos. Curado pelas orações e pela fé, se perdeu novamente nos abusos e readquiriu a doença novamente e muito mais forte.
Eduardo Mees. – ´Preparada em 10/05/2002.
BEM E MAL SOFRER
E.S.E. – Cap.5 – Itens 18 e 19.
Este tema pertence ao capitulo que estuda o ensinamento do Mestre Jesus: “Bem-Aventurados ou felizes são os Aflitos, pois deles é o reino dos Céus”.
Este capitulo nos ensina também “A justiça das aflições” ou porque devemos entender e aceitar as aflições pelas quais temos que passar, pois isso faz parte de Justiça Divina.
O tema “bem e mal sofrer” pode ser resumido na conclusão simples e resumida de que devemos aprender a sofrer corretamente, ou carregar a nossa cruz sem lamentações que só atrasam nossa evolução em direção ao Pai Criador. Só que ninguém gosta de sofrer e fica estranho ou incoerente mesmo ter que ensinar aqui a aprender a sofrer, quando o objetivo nosso é sempre deixar de sofrer e ser feliz!
Mas este objetivo aqui na Terra é o certo e o problema maior nosso é queremos ser felizes antes de merecermos, ou antes de quitar nossas dividas com Deus perante a grande contabilidade de dividas e créditos que todos temos perante ao “Tribunal Cósmico Universal da Justiça Divina”.
Interpretação desse item do Espírito de Lacordaire – Havre – 1863 – Instruções dos Espítios
O Espiritismo que é claro e perfeitamente racional explica o seguinte: O reino dos Céus não é para todos os que sofrem na terra, pois todos os que estão na terra sofrem, sejam os poderosos ou os fracos, os ricos ou os miseráveis, os doentes e os sadios.
Mas poucos sabem sofrer, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir o homem, ou nós todos ao reino do Deus Pai.
A terra é um planeta ou uma escola de expiações e provas. Todos que vivemos nela estamos bem atrasados moralmente e em conseqüência estamos na parte mais difícil da Lei Divina de Causa e Efeito, ou seja, estamos colhendo em nossas vidas atuais, as más semeaduras que fizemos em outras vidas e também as más semeaduras feitas nessa vida, justamente em decorrência de permanência nossa no velho atraso moral. Este é o ensinamento de Jesus: “a cada um segundo as suas obras”.
Aceitando isso (se não aceitarmos vai continuar valendo, pois é uma Lei Divina definitiva) perguntemos a nossa consciência ou a nós mesmos: Porque não sabemos sofrer ou porque nos falta força para bem sofrer? A resposta é simples, nos falta ânimo! Só que para fazer errado, no passado de outras vidas e dessa própria, nunca nos faltou ânimo!
E o desânimo é perante à Deus uma falta ou um erro deverá ser reparado. Deus nos recusa as consolações que tanto Lhe solicitamos, se nos falta à coragem para suportar aquilo que Lhe pedimos antes de reencarnar. E o que é pior, além de nos faltar coragem nós ainda nos revoltamos contra as provas previamente pedidas lá na espiritualidade. Quem vive na revolta pratica mais e mais erros.
Uma solução para a falta de animo e coragem mais eficiente é a prece, pois a prece é a sustentação da alma e ela pode nos dar as forças que nos falta para nos livrar do desânimo. Mas a prece feita sem uma fé viva e racional na bondade de Deus não é suficiente, ou seja, nós temos que aceitar o sofrimento de Deus nos envia porque ele é o remédio que nos salvará definitivamente dos erros do passado. Assim é que pagaremos as nossas dívidas para com Deus e zeramos o saldo devedor (débitos) .
Mas aí então nós costumamos pensar ou até falar assim: Isto está acima de minhas forças! Também isso é um equivoco e no fim retornamos ao circulo vicioso da falta de ânimo. Jesus disse muitas vezes em seus ensinamentos aos seus discípulos: Deus nunca coloca em nossos ombros fardos ou cargas que eles não podem suportar. A nossa cruz ou o nosso fardo é só nossa. Todos temos forças para carrega-lo se não desanimarmos.
O fardo que Deus nós dá é sempre proporcional às nossas forças e a recompensa será sempre proporcional à resignação e à coragem que tivermos em carregar as nossas provas.
Como temos todos e sem exceções muitas dividas, repetindo dessa e de outras vidas, para receber as recompensas que tanto almejamos, temos que ter méritos em cumprir nossas obrigações superando os muitos obstáculos que uma vida terrena tem, para todo mundo.
A recompensa será tão mais generosa quanto mais difícil tiver sido a aflição ou o sofrimento.
Ao invés de nos desanimar com a vida cheia de aflições, nós temos que apreender a ficar satisfeitos quando Deus nos envia a luta.
Citemos alguns exemplos de luta: Um militar que foi treinado para lutar contra o inimigo e é um profissional nessa função, ele não fica feliz se ficar eternamente no acampamento esperando a batalha.
Um jovem inteligente, esforçado e humilde, que estudou com muita dedicação para ser um bom medico, dentista, engenheiro, advogado, operário trabalhador, etc, não fica feliz se não consegue trabalhar na profissão que escolheu para lutar pela vida e ser um vencedor profissionalmente e pessoalmente.
Quando Deus envia seus filhos (nós) a luta que eles tanto esperam e pediram antes de encarnar, não é o fogo da batalha para o militar ou as dificuldades de não ter experiência das outras profissões, que serão as maiores dificuldades a serem vencidas, mas sim as amarguras da vida que em algumas vezes ou muitas das vezes, é preciso muito mais coragem do que num combate sangrento para o militar ou numa situação profissionalmente difícil em qualquer as profissões mencionadas. Paralelamente a nossa vitória na luta pelo nosso sustento tem ainda as angustias que temos que superar
Quem já não se viu numa situação em que trabalhar é até gostoso e realizador, mas difícil é agüentar a política, o chefe, o cliente desequilibrado, os colegas desanimados, a esposa, esposo, filhos e parentes difíceis, os traiçoeiros e maus que nos cercam e etc, etc. Esta é a verdadeira luta para a nossa depuração. É o bem sofrer para resgatar as dividas passadas é suportar com bom animo coragem e persistencia.
Quantas vezes conseguimos nos manter firme diante dos obstáculos profissionais ou o soldado perante o inimigo, mas podemos fracassar sob a pressão dos sofrimentos morais que temos que enfrentar em nossos trabalhos e em nossa vida pessoal.
Isto também é idêntico no convívio com a família. Fazemos o melhor que sabemos e os sofrimentos de ordem moral criados pelos que nos cercam nos fazem fracassar. E se este sofrimento moral vem em decorrência de nossas próprias falhas morais, como ele é atroz e dolorido, pois sabemos que às vezes, fizemos a parte material bem feita e nos esquecemos da parte moral. A falta de moral é hoje um flagelo no mundo e principalmente no nosso querido Brasil.
Tem pais que dão materialmente o melhor para os filhos e se esquecem do mais importante que é a educação moral e aí então vem o sofrimento (nesse caso muitas da vezes torna-se o mal sofrer) proveniente dos erros desta presente encarnação. Outros não conseguem ou não lutam para dar nem uma coisa, nem a outra. E aí o que vem? Dor, revolta e mal sofrer e a cruz ou o fardo é só mal sofrer.
Quando fazemos o melhor que podemos no campo material e principalmente no moral e o sofrimento nos atinge da mesma forma, na terra não teremos nenhuma recompensa, mas, na vida em espírito, após a vida carnal, Deus nos reserva coroas e um lugar glorioso no mundo espiritual. Pois agüentemos firme que o mérito virá no momento definido pelos desígnios do Pai
Devemos aprender então que quando somos atingidos pela dor ou pela contrariedade é nosso dever superar os obstáculos, dominar os ataques da impaciência, da raiva, da ira ou do desespero (os chiliques que costumamos ter) e poder dizer então com justa satisfação: “Fui mais forte – venci!”
Concluindo podemos dizer que aquele dentre nós, que sabe sofrer bem é um “bem aventurado ou muito feliz, pois teve a ocasião de provar a sua fé, a sua firmeza, a sua perseverança e a sua submissão à vontade de Deus e terá cem vezes a alegria e felicidade que lhe faltou na Terra. Depois do trabalho árduo na terra, virá o descanso.
Interpretação de outro Espírito. O Espírito de Santo Agostinho em Paris, 1863.
Ele nos ensina qual é o remédio para o mal, pois Jesus nos ensinou:
“Haveria muito choro e ranger de dentes para quem nascesse neste mundo”.
“Deveríamos esperar por lágrimas sofridas e amarguras e quanto mais fortes e agudas fossem nossas dores, deveríamos olhar para os Céus e bendizer o Senhor por nos experimentar ou testar nossa capacidade de pagar nossas faltas”.
Baseado nesses ensinamentos Santo Agostinho nos ensina perguntando:
Somente reconheceremos o amor de Deus por nós quando ele tiver curado nossas doenças materiais e espirituais?
Ou quando Ele nos devolver o brilho e as facilidades de uma vida feliz?
Vamos ficar eternamente fixando nossos olhares e nossos objetivos em uma única vida, cujo horizonte é a morte e depois tudo vira o nada, ou o inferno e o céu, ou deposito de almas aguardando o juízo final ou a ressurreição? Tudo isso são dogmas colocados pelos homens e não por Jesus no evangelho que nos ensinam erradamente desde as outras vidas e até na de hoje. Isso é parte do Cristianismo falso, equivocado que sai da boca dos homens maus e ignorantes.
Quando nossa alma vai enfim se lançar além dos limites do tumulo? Além da morte do corpo físico?
Quando vamos entender que mesmo que tivermos que sofrer a vida inteira com resignação, com muita fé, muito amor e muita luta, para conseguir superar todos os obstáculos, porque depois então receberemos a gloria e a felicidade reservada para aqueles que realmente superaram e pagaram suas faltas?
Santo Agostinho reafirma o que o Espiritismo sempre nos alerta: “nossos sofrimentos são sempre as conseqüências dos nossos males do passado e a consolação que tanto queremos será nos garantida por Deus, se entendermos que seremos muitos felizes se soubermos superar nossas aflições aqui na terra, porque elas são justas e merecidas”! Vide capitulo: “Justiça das Aflições”.
Santo Agostinho também reafirma que: quando estávamos no espaço, aguardando a vida na terra, nos escolhemos e aceitamos as nossas provas que seriam passadas com o corpo de carne, pois acreditávamos já estarmos suficientemente fortes para suportá-las.
Porque então lamentamos quando recebemos o que pedimos e que era justamente o remédio para progredirmos? Aqui entra claramente a explicação porque o mal é o remédio.
Quem pediu a fortuna e a glória era para enfrentar a luta da tentação e vence-la! Os ricos são os fortes da terra e a missão deles é de ajudar os fracos com o bom exemplo e a correta distribuição das riquezas conquistadas, a geração de empregos com justos salários! E o que vemos estes famosos fazendo, nos dois campos, o moral e o material? Vivem aumentando seus débitos para o futuro.
Os que pediram para lutar de corpo e alma contra a maldade moral (juizes, advogados, educadores, pais, policiais, delegados, governantes, etc) e contra o mal físico (médicos, dentistas, enfermeiros, administradores de casas de socorro, farmacêuticos, governantes, etc) sabiam quanto seria difícil a vitória contra o egoísmo e o mal reinante na terra. Em todas as profissões houve promessas de cumpri-las corretamente. Cada um que faça um exame de consciência como exerce ou exerceu suas profissões e como cumpriu seus deveres e obrigações.
Dos que falharam a vitória seria particularmente gloriosa se saíssem triunfantes, porque aqui está o único e verdadeiro caminho da tão reclamada “justiça social”.
Quem cumpre as suas tarefas pode ter o seu corpo desprezado na morte, viver sem nenhum luxo e conforto, mas deixa escapar uma alma brilhante, limpa, purificada pela expiação e pelo sofrimento.
O medico Bezerra de Menezes é um dos maiores exemplos desse tipo de espírito vitorioso. Foi o nosso Allan Kardec brasileiro.
Santo Agostinho também ensina: Qual é o remédio para receitar aos que são atacados por obsessões cruéis e doenças dolorosas?
Um só remédio é infalível: a fé, o apelo aos Céus. Por que? Porque nos nossos mais cruéis sofrimentos, as nossas orações, com a verdadeira fé racional e esclarecida é socorrida pelos anjos do Senhor que nos mostrarão o caminho, o sinal da salvação e o futuro glorioso que nos espera. Isso se soubermos bem sofrer, sem desânimo e revolta.
A fé esclarecida e resignada é sempre o remédio certo para o sofrimento e só ela, pelo seu esclarecimento e razão que mostra os verdadeiros horizontes do infinito, que estão muito além do tumulo de uma única existência.
E é esse o remédio que cura e apaga aos poucos os dias sombrios de nosso passado.
Nós devemos aprender que aquele que crê, é forte pela certeza da fé e aquele que duvida um só segundo da eficiência da fé ele é punido na hora, pois experimenta imediatamente as dolorosas angustias da aflição sem fim.
Deus fez há muito tempo uma marca espiritual naqueles que crêem verdadeiramente n’Ele. Cristo disse que a fé remove montanhas. Santo Agostinho nos diz: aquele que sofre bem e que tem a fé como base das suas esperanças, será colocado sob a proteção de Deus e não sofrerá mais no futuro.
Os momentos de maior dor serão para ele as primeiras notas da alegria da eternidade.
Sua alma de desprenderá de tal modo do corpo que, enquanto o corpo estiver morrendo, a sua alma já estará voando para as regiões celestes, cantando com os anjos os hinos de reconhecimento dos verdadeiros vencedores e da glória ao Senhor!
Felizes aqueles que bem sofrem e os que choram. Suas almas devem se alegrar, pois serão abençoadas por Deus.
Se der tempo contar a historia do jovem diabético, sua cura e sua perdição. A doença era um freio para seu passado de erros e fracassos. Curado pelas orações e pela fé, se perdeu novamente nos abusos e readquiriu a doença novamente e muito mais forte.
Eduardo Mees. – ´Preparada em 10/05/2002.
|
|
|
|
|
|