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BEM E MAL SOFRER E.S.E. – Cap.5 – Itens 18 e 19. Este tema pertence ao capitulo que estuda o ensinamento do Mestre Jesus: “Bem-Aventurados ou felizes são Postado em: 21/6/2010 às 18:30
Por: issao
BEM E MAL SOFRER
E.S.E. – Cap.5 – Itens 18 e 19.
Este tema pertence ao capitulo que estuda o ensinamento do Mestre Jesus: “Bem-Aventurados ou felizes são os Aflitos, pois deles é o reino dos Céus”.
Este capitulo nos ensina também “A justiça das aflições” ou porque devemos entender e aceitar as aflições pelas quais temos que passar, pois isso faz parte de Justiça Divina.
O tema “bem e mal sofrer” pode ser resumido na conclusão simples e resumida de que devemos aprender a sofrer corretamente, ou carregar a nossa cruz sem lamentações que só atrasam nossa evolução em direção ao Pai Criador. Só que ninguém gosta de sofrer e fica estranho ou incoerente mesmo ter que ensinar aqui a aprender a sofrer, quando o objetivo nosso é sempre deixar de sofrer e ser feliz!
Mas este objetivo aqui na Terra é o certo e o problema maior nosso é queremos ser felizes antes de merecermos, ou antes de quitar nossas dividas com Deus perante a grande contabilidade de dividas e créditos que todos temos perante ao “Tribunal Cósmico Universal da Justiça Divina”.
Interpretação desse item do Espírito de Lacordaire – Havre – 1863 – Instruções dos Espítios
O Espiritismo que é claro e perfeitamente racional explica o seguinte: O reino dos Céus não é para todos os que sofrem na terra, pois todos os que estão na terra sofrem, sejam os poderosos ou os fracos, os ricos ou os miseráveis, os doentes e os sadios.
Mas poucos sabem sofrer, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir o homem, ou nós todos ao reino do Deus Pai.
A terra é um planeta ou uma escola de expiações e provas. Todos que vivemos nela estamos bem atrasados moralmente e em conseqüência estamos na parte mais difícil da Lei Divina de Causa e Efeito, ou seja, estamos colhendo em nossas vidas atuais, as más semeaduras que fizemos em outras vidas e também as más semeaduras feitas nessa vida, justamente em decorrência de permanência nossa no velho atraso moral. Este é o ensinamento de Jesus: “a cada um segundo as suas obras”.
Aceitando isso (se não aceitarmos vai continuar valendo, pois é uma Lei Divina definitiva) perguntemos a nossa consciência ou a nós mesmos: Porque não sabemos sofrer ou porque nos falta força para bem sofrer? A resposta é simples, nos falta ânimo! Só que para fazer errado, no passado de outras vidas e dessa própria, nunca nos faltou ânimo!
E o desânimo é perante à Deus uma falta ou um erro deverá ser reparado. Deus nos recusa as consolações que tanto Lhe solicitamos, se nos falta à coragem para suportar aquilo que Lhe pedimos antes de reencarnar. E o que é pior, além de nos faltar coragem nós ainda nos revoltamos contra as provas previamente pedidas lá na espiritualidade. Quem vive na revolta pratica mais e mais erros.
Uma solução para a falta de animo e coragem mais eficiente é a prece, pois a prece é a sustentação da alma e ela pode nos dar as forças que nos falta para nos livrar do desânimo. Mas a prece feita sem uma fé viva e racional na bondade de Deus não é suficiente, ou seja, nós temos que aceitar o sofrimento de Deus nos envia porque ele é o remédio que nos salvará definitivamente dos erros do passado. Assim é que pagaremos as nossas dívidas para com Deus e zeramos o saldo devedor (débitos) .
Mas aí então nós costumamos pensar ou até falar assim: Isto está acima de minhas forças! Também isso é um equivoco e no fim retornamos ao circulo vicioso da falta de ânimo. Jesus disse muitas vezes em seus ensinamentos aos seus discípulos: Deus nunca coloca em nossos ombros fardos ou cargas que eles não podem suportar. A nossa cruz ou o nosso fardo é só nossa. Todos temos forças para carrega-lo se não desanimarmos.
O fardo que Deus nós dá é sempre proporcional às nossas forças e a recompensa será sempre proporcional à resignação e à coragem que tivermos em carregar as nossas provas.
Como temos todos e sem exceções muitas dividas, repetindo dessa e de outras vidas, para receber as recompensas que tanto almejamos, temos que ter méritos em cumprir nossas obrigações superando os muitos obstáculos que uma vida terrena tem, para todo mundo.
A recompensa será tão mais generosa quanto mais difícil tiver sido a aflição ou o sofrimento.
Ao invés de nos desanimar com a vida cheia de aflições, nós temos que apreender a ficar satisfeitos quando Deus nos envia a luta.
Citemos alguns exemplos de luta: Um militar que foi treinado para lutar contra o inimigo e é um profissional nessa função, ele não fica feliz se ficar eternamente no acampamento esperando a batalha.
Um jovem inteligente, esforçado e humilde, que estudou com muita dedicação para ser um bom medico, dentista, engenheiro, advogado, operário trabalhador, etc, não fica feliz se não consegue trabalhar na profissão que escolheu para lutar pela vida e ser um vencedor profissionalmente e pessoalmente.
Quando Deus envia seus filhos (nós) a luta que eles tanto esperam e pediram antes de encarnar, não é o fogo da batalha para o militar ou as dificuldades de não ter experiência das outras profissões, que serão as maiores dificuldades a serem vencidas, mas sim as amarguras da vida que em algumas vezes ou muitas das vezes, é preciso muito mais coragem do que num combate sangrento para o militar ou numa situação profissionalmente difícil em qualquer as profissões mencionadas. Paralelamente a nossa vitória na luta pelo nosso sustento tem ainda as angustias que temos que superar
Quem já não se viu numa situação em que trabalhar é até gostoso e realizador, mas difícil é agüentar a política, o chefe, o cliente desequilibrado, os colegas desanimados, a esposa, esposo, filhos e parentes difíceis, os traiçoeiros e maus que nos cercam e etc, etc. Esta é a verdadeira luta para a nossa depuração. É o bem sofrer para resgatar as dividas passadas é suportar com bom animo coragem e persistencia.
Quantas vezes conseguimos nos manter firme diante dos obstáculos profissionais ou o soldado perante o inimigo, mas podemos fracassar sob a pressão dos sofrimentos morais que temos que enfrentar em nossos trabalhos e em nossa vida pessoal.
Isto também é idêntico no convívio com a família. Fazemos o melhor que sabemos e os sofrimentos de ordem moral criados pelos que nos cercam nos fazem fracassar. E se este sofrimento moral vem em decorrência de nossas próprias falhas morais, como ele é atroz e dolorido, pois sabemos que às vezes, fizemos a parte material bem feita e nos esquecemos da parte moral. A falta de moral é hoje um flagelo no mundo e principalmente no nosso querido Brasil.
Tem pais que dão materialmente o melhor para os filhos e se esquecem do mais importante que é a educação moral e aí então vem o sofrimento (nesse caso muitas da vezes torna-se o mal sofrer) proveniente dos erros desta presente encarnação. Outros não conseguem ou não lutam para dar nem uma coisa, nem a outra. E aí o que vem? Dor, revolta e mal sofrer e a cruz ou o fardo é só mal sofrer.
Quando fazemos o melhor que podemos no campo material e principalmente no moral e o sofrimento nos atinge da mesma forma, na terra não teremos nenhuma recompensa, mas, na vida em espírito, após a vida carnal, Deus nos reserva coroas e um lugar glorioso no mundo espiritual. Pois agüentemos firme que o mérito virá no momento definido pelos desígnios do Pai
Devemos aprender então que quando somos atingidos pela dor ou pela contrariedade é nosso dever superar os obstáculos, dominar os ataques da impaciência, da raiva, da ira ou do desespero (os chiliques que costumamos ter) e poder dizer então com justa satisfação: “Fui mais forte – venci!”
Concluindo podemos dizer que aquele dentre nós, que sabe sofrer bem é um “bem aventurado ou muito feliz, pois teve a ocasião de provar a sua fé, a sua firmeza, a sua perseverança e a sua submissão à vontade de Deus e terá cem vezes a alegria e felicidade que lhe faltou na Terra. Depois do trabalho árduo na terra, virá o descanso.
Interpretação de outro Espírito. O Espírito de Santo Agostinho em Paris, 1863.
Ele nos ensina qual é o remédio para o mal, pois Jesus nos ensinou:
“Haveria muito choro e ranger de dentes para quem nascesse neste mundo”.
“Deveríamos esperar por lágrimas sofridas e amarguras e quanto mais fortes e agudas fossem nossas dores, deveríamos olhar para os Céus e bendizer o Senhor por nos experimentar ou testar nossa capacidade de pagar nossas faltas”.
Baseado nesses ensinamentos Santo Agostinho nos ensina perguntando:
Somente reconheceremos o amor de Deus por nós quando ele tiver curado nossas doenças materiais e espirituais?
Ou quando Ele nos devolver o brilho e as facilidades de uma vida feliz?
Vamos ficar eternamente fixando nossos olhares e nossos objetivos em uma única vida, cujo horizonte é a morte e depois tudo vira o nada, ou o inferno e o céu, ou deposito de almas aguardando o juízo final ou a ressurreição? Tudo isso são dogmas colocados pelos homens e não por Jesus no evangelho que nos ensinam erradamente desde as outras vidas e até na de hoje. Isso é parte do Cristianismo falso, equivocado que sai da boca dos homens maus e ignorantes.
Quando nossa alma vai enfim se lançar além dos limites do tumulo? Além da morte do corpo físico?
Quando vamos entender que mesmo que tivermos que sofrer a vida inteira com resignação, com muita fé, muito amor e muita luta, para conseguir superar todos os obstáculos, porque depois então receberemos a gloria e a felicidade reservada para aqueles que realmente superaram e pagaram suas faltas?
Santo Agostinho reafirma o que o Espiritismo sempre nos alerta: “nossos sofrimentos são sempre as conseqüências dos nossos males do passado e a consolação que tanto queremos será nos garantida por Deus, se entendermos que seremos muitos felizes se soubermos superar nossas aflições aqui na terra, porque elas são justas e merecidas”! Vide capitulo: “Justiça das Aflições”.
Santo Agostinho também reafirma que: quando estávamos no espaço, aguardando a vida na terra, nos escolhemos e aceitamos as nossas provas que seriam passadas com o corpo de carne, pois acreditávamos já estarmos suficientemente fortes para suportá-las.
Porque então lamentamos quando recebemos o que pedimos e que era justamente o remédio para progredirmos? Aqui entra claramente a explicação porque o mal é o remédio.
Quem pediu a fortuna e a glória era para enfrentar a luta da tentação e vence-la! Os ricos são os fortes da terra e a missão deles é de ajudar os fracos com o bom exemplo e a correta distribuição das riquezas conquistadas, a geração de empregos com justos salários! E o que vemos estes famosos fazendo, nos dois campos, o moral e o material? Vivem aumentando seus débitos para o futuro.
Os que pediram para lutar de corpo e alma contra a maldade moral (juizes, advogados, educadores, pais, policiais, delegados, governantes, etc) e contra o mal físico (médicos, dentistas, enfermeiros, administradores de casas de socorro, farmacêuticos, governantes, etc) sabiam quanto seria difícil a vitória contra o egoísmo e o mal reinante na terra. Em todas as profissões houve promessas de cumpri-las corretamente. Cada um que faça um exame de consciência como exerce ou exerceu suas profissões e como cumpriu seus deveres e obrigações.
Dos que falharam a vitória seria particularmente gloriosa se saíssem triunfantes, porque aqui está o único e verdadeiro caminho da tão reclamada “justiça social”.
Quem cumpre as suas tarefas pode ter o seu corpo desprezado na morte, viver sem nenhum luxo e conforto, mas deixa escapar uma alma brilhante, limpa, purificada pela expiação e pelo sofrimento.
O medico Bezerra de Menezes é um dos maiores exemplos desse tipo de espírito vitorioso. Foi o nosso Allan Kardec brasileiro.
Santo Agostinho também ensina: Qual é o remédio para receitar aos que são atacados por obsessões cruéis e doenças dolorosas?
Um só remédio é infalível: a fé, o apelo aos Céus. Por que? Porque nos nossos mais cruéis sofrimentos, as nossas orações, com a verdadeira fé racional e esclarecida é socorrida pelos anjos do Senhor que nos mostrarão o caminho, o sinal da salvação e o futuro glorioso que nos espera. Isso se soubermos bem sofrer, sem desânimo e revolta.
A fé esclarecida e resignada é sempre o remédio certo para o sofrimento e só ela, pelo seu esclarecimento e razão que mostra os verdadeiros horizontes do infinito, que estão muito além do tumulo de uma única existência.
E é esse o remédio que cura e apaga aos poucos os dias sombrios de nosso passado.
Nós devemos aprender que aquele que crê, é forte pela certeza da fé e aquele que duvida um só segundo da eficiência da fé ele é punido na hora, pois experimenta imediatamente as dolorosas angustias da aflição sem fim.
Deus fez há muito tempo uma marca espiritual naqueles que crêem verdadeiramente n’Ele. Cristo disse que a fé remove montanhas. Santo Agostinho nos diz: aquele que sofre bem e que tem a fé como base das suas esperanças, será colocado sob a proteção de Deus e não sofrerá mais no futuro.
Os momentos de maior dor serão para ele as primeiras notas da alegria da eternidade.
Sua alma de desprenderá de tal modo do corpo que, enquanto o corpo estiver morrendo, a sua alma já estará voando para as regiões celestes, cantando com os anjos os hinos de reconhecimento dos verdadeiros vencedores e da glória ao Senhor!
Felizes aqueles que bem sofrem e os que choram. Suas almas devem se alegrar, pois serão abençoadas por Deus.
Se der tempo contar a historia do jovem diabético, sua cura e sua perdição. A doença era um freio para seu passado de erros e fracassos. Curado pelas orações e pela fé, se perdeu novamente nos abusos e readquiriu a doença novamente e muito mais forte.
Eduardo Mees. – ´Preparada em 10/05/2002.
BEM E MAL SOFRER
E.S.E. – Cap.5 – Itens 18 e 19.
Este tema pertence ao capitulo que estuda o ensinamento do Mestre Jesus: “Bem-Aventurados ou felizes são os Aflitos, pois deles é o reino dos Céus”.
Este capitulo nos ensina também “A justiça das aflições” ou porque devemos entender e aceitar as aflições pelas quais temos que passar, pois isso faz parte de Justiça Divina.
O tema “bem e mal sofrer” pode ser resumido na conclusão simples e resumida de que devemos aprender a sofrer corretamente, ou carregar a nossa cruz sem lamentações que só atrasam nossa evolução em direção ao Pai Criador. Só que ninguém gosta de sofrer e fica estranho ou incoerente mesmo ter que ensinar aqui a aprender a sofrer, quando o objetivo nosso é sempre deixar de sofrer e ser feliz!
Mas este objetivo aqui na Terra é o certo e o problema maior nosso é queremos ser felizes antes de merecermos, ou antes de quitar nossas dividas com Deus perante a grande contabilidade de dividas e créditos que todos temos perante ao “Tribunal Cósmico Universal da Justiça Divina”.
Interpretação desse item do Espírito de Lacordaire – Havre – 1863 – Instruções dos Espítios
O Espiritismo que é claro e perfeitamente racional explica o seguinte: O reino dos Céus não é para todos os que sofrem na terra, pois todos os que estão na terra sofrem, sejam os poderosos ou os fracos, os ricos ou os miseráveis, os doentes e os sadios.
Mas poucos sabem sofrer, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir o homem, ou nós todos ao reino do Deus Pai.
A terra é um planeta ou uma escola de expiações e provas. Todos que vivemos nela estamos bem atrasados moralmente e em conseqüência estamos na parte mais difícil da Lei Divina de Causa e Efeito, ou seja, estamos colhendo em nossas vidas atuais, as más semeaduras que fizemos em outras vidas e também as más semeaduras feitas nessa vida, justamente em decorrência de permanência nossa no velho atraso moral. Este é o ensinamento de Jesus: “a cada um segundo as suas obras”.
Aceitando isso (se não aceitarmos vai continuar valendo, pois é uma Lei Divina definitiva) perguntemos a nossa consciência ou a nós mesmos: Porque não sabemos sofrer ou porque nos falta força para bem sofrer? A resposta é simples, nos falta ânimo! Só que para fazer errado, no passado de outras vidas e dessa própria, nunca nos faltou ânimo!
E o desânimo é perante à Deus uma falta ou um erro deverá ser reparado. Deus nos recusa as consolações que tanto Lhe solicitamos, se nos falta à coragem para suportar aquilo que Lhe pedimos antes de reencarnar. E o que é pior, além de nos faltar coragem nós ainda nos revoltamos contra as provas previamente pedidas lá na espiritualidade. Quem vive na revolta pratica mais e mais erros.
Uma solução para a falta de animo e coragem mais eficiente é a prece, pois a prece é a sustentação da alma e ela pode nos dar as forças que nos falta para nos livrar do desânimo. Mas a prece feita sem uma fé viva e racional na bondade de Deus não é suficiente, ou seja, nós temos que aceitar o sofrimento de Deus nos envia porque ele é o remédio que nos salvará definitivamente dos erros do passado. Assim é que pagaremos as nossas dívidas para com Deus e zeramos o saldo devedor (débitos) .
Mas aí então nós costumamos pensar ou até falar assim: Isto está acima de minhas forças! Também isso é um equivoco e no fim retornamos ao circulo vicioso da falta de ânimo. Jesus disse muitas vezes em seus ensinamentos aos seus discípulos: Deus nunca coloca em nossos ombros fardos ou cargas que eles não podem suportar. A nossa cruz ou o nosso fardo é só nossa. Todos temos forças para carrega-lo se não desanimarmos.
O fardo que Deus nós dá é sempre proporcional às nossas forças e a recompensa será sempre proporcional à resignação e à coragem que tivermos em carregar as nossas provas.
Como temos todos e sem exceções muitas dividas, repetindo dessa e de outras vidas, para receber as recompensas que tanto almejamos, temos que ter méritos em cumprir nossas obrigações superando os muitos obstáculos que uma vida terrena tem, para todo mundo.
A recompensa será tão mais generosa quanto mais difícil tiver sido a aflição ou o sofrimento.
Ao invés de nos desanimar com a vida cheia de aflições, nós temos que apreender a ficar satisfeitos quando Deus nos envia a luta.
Citemos alguns exemplos de luta: Um militar que foi treinado para lutar contra o inimigo e é um profissional nessa função, ele não fica feliz se ficar eternamente no acampamento esperando a batalha.
Um jovem inteligente, esforçado e humilde, que estudou com muita dedicação para ser um bom medico, dentista, engenheiro, advogado, operário trabalhador, etc, não fica feliz se não consegue trabalhar na profissão que escolheu para lutar pela vida e ser um vencedor profissionalmente e pessoalmente.
Quando Deus envia seus filhos (nós) a luta que eles tanto esperam e pediram antes de encarnar, não é o fogo da batalha para o militar ou as dificuldades de não ter experiência das outras profissões, que serão as maiores dificuldades a serem vencidas, mas sim as amarguras da vida que em algumas vezes ou muitas das vezes, é preciso muito mais coragem do que num combate sangrento para o militar ou numa situação profissionalmente difícil em qualquer as profissões mencionadas. Paralelamente a nossa vitória na luta pelo nosso sustento tem ainda as angustias que temos que superar
Quem já não se viu numa situação em que trabalhar é até gostoso e realizador, mas difícil é agüentar a política, o chefe, o cliente desequilibrado, os colegas desanimados, a esposa, esposo, filhos e parentes difíceis, os traiçoeiros e maus que nos cercam e etc, etc. Esta é a verdadeira luta para a nossa depuração. É o bem sofrer para resgatar as dividas passadas é suportar com bom animo coragem e persistencia.
Quantas vezes conseguimos nos manter firme diante dos obstáculos profissionais ou o soldado perante o inimigo, mas podemos fracassar sob a pressão dos sofrimentos morais que temos que enfrentar em nossos trabalhos e em nossa vida pessoal.
Isto também é idêntico no convívio com a família. Fazemos o melhor que sabemos e os sofrimentos de ordem moral criados pelos que nos cercam nos fazem fracassar. E se este sofrimento moral vem em decorrência de nossas próprias falhas morais, como ele é atroz e dolorido, pois sabemos que às vezes, fizemos a parte material bem feita e nos esquecemos da parte moral. A falta de moral é hoje um flagelo no mundo e principalmente no nosso querido Brasil.
Tem pais que dão materialmente o melhor para os filhos e se esquecem do mais importante que é a educação moral e aí então vem o sofrimento (nesse caso muitas da vezes torna-se o mal sofrer) proveniente dos erros desta presente encarnação. Outros não conseguem ou não lutam para dar nem uma coisa, nem a outra. E aí o que vem? Dor, revolta e mal sofrer e a cruz ou o fardo é só mal sofrer.
Quando fazemos o melhor que podemos no campo material e principalmente no moral e o sofrimento nos atinge da mesma forma, na terra não teremos nenhuma recompensa, mas, na vida em espírito, após a vida carnal, Deus nos reserva coroas e um lugar glorioso no mundo espiritual. Pois agüentemos firme que o mérito virá no momento definido pelos desígnios do Pai
Devemos aprender então que quando somos atingidos pela dor ou pela contrariedade é nosso dever superar os obstáculos, dominar os ataques da impaciência, da raiva, da ira ou do desespero (os chiliques que costumamos ter) e poder dizer então com justa satisfação: “Fui mais forte – venci!”
Concluindo podemos dizer que aquele dentre nós, que sabe sofrer bem é um “bem aventurado ou muito feliz, pois teve a ocasião de provar a sua fé, a sua firmeza, a sua perseverança e a sua submissão à vontade de Deus e terá cem vezes a alegria e felicidade que lhe faltou na Terra. Depois do trabalho árduo na terra, virá o descanso.
Interpretação de outro Espírito. O Espírito de Santo Agostinho em Paris, 1863.
Ele nos ensina qual é o remédio para o mal, pois Jesus nos ensinou:
“Haveria muito choro e ranger de dentes para quem nascesse neste mundo”.
“Deveríamos esperar por lágrimas sofridas e amarguras e quanto mais fortes e agudas fossem nossas dores, deveríamos olhar para os Céus e bendizer o Senhor por nos experimentar ou testar nossa capacidade de pagar nossas faltas”.
Baseado nesses ensinamentos Santo Agostinho nos ensina perguntando:
Somente reconheceremos o amor de Deus por nós quando ele tiver curado nossas doenças materiais e espirituais?
Ou quando Ele nos devolver o brilho e as facilidades de uma vida feliz?
Vamos ficar eternamente fixando nossos olhares e nossos objetivos em uma única vida, cujo horizonte é a morte e depois tudo vira o nada, ou o inferno e o céu, ou deposito de almas aguardando o juízo final ou a ressurreição? Tudo isso são dogmas colocados pelos homens e não por Jesus no evangelho que nos ensinam erradamente desde as outras vidas e até na de hoje. Isso é parte do Cristianismo falso, equivocado que sai da boca dos homens maus e ignorantes.
Quando nossa alma vai enfim se lançar além dos limites do tumulo? Além da morte do corpo físico?
Quando vamos entender que mesmo que tivermos que sofrer a vida inteira com resignação, com muita fé, muito amor e muita luta, para conseguir superar todos os obstáculos, porque depois então receberemos a gloria e a felicidade reservada para aqueles que realmente superaram e pagaram suas faltas?
Santo Agostinho reafirma o que o Espiritismo sempre nos alerta: “nossos sofrimentos são sempre as conseqüências dos nossos males do passado e a consolação que tanto queremos será nos garantida por Deus, se entendermos que seremos muitos felizes se soubermos superar nossas aflições aqui na terra, porque elas são justas e merecidas”! Vide capitulo: “Justiça das Aflições”.
Santo Agostinho também reafirma que: quando estávamos no espaço, aguardando a vida na terra, nos escolhemos e aceitamos as nossas provas que seriam passadas com o corpo de carne, pois acreditávamos já estarmos suficientemente fortes para suportá-las.
Porque então lamentamos quando recebemos o que pedimos e que era justamente o remédio para progredirmos? Aqui entra claramente a explicação porque o mal é o remédio.
Quem pediu a fortuna e a glória era para enfrentar a luta da tentação e vence-la! Os ricos são os fortes da terra e a missão deles é de ajudar os fracos com o bom exemplo e a correta distribuição das riquezas conquistadas, a geração de empregos com justos salários! E o que vemos estes famosos fazendo, nos dois campos, o moral e o material? Vivem aumentando seus débitos para o futuro.
Os que pediram para lutar de corpo e alma contra a maldade moral (juizes, advogados, educadores, pais, policiais, delegados, governantes, etc) e contra o mal físico (médicos, dentistas, enfermeiros, administradores de casas de socorro, farmacêuticos, governantes, etc) sabiam quanto seria difícil a vitória contra o egoísmo e o mal reinante na terra. Em todas as profissões houve promessas de cumpri-las corretamente. Cada um que faça um exame de consciência como exerce ou exerceu suas profissões e como cumpriu seus deveres e obrigações.
Dos que falharam a vitória seria particularmente gloriosa se saíssem triunfantes, porque aqui está o único e verdadeiro caminho da tão reclamada “justiça social”.
Quem cumpre as suas tarefas pode ter o seu corpo desprezado na morte, viver sem nenhum luxo e conforto, mas deixa escapar uma alma brilhante, limpa, purificada pela expiação e pelo sofrimento.
O medico Bezerra de Menezes é um dos maiores exemplos desse tipo de espírito vitorioso. Foi o nosso Allan Kardec brasileiro.
Santo Agostinho também ensina: Qual é o remédio para receitar aos que são atacados por obsessões cruéis e doenças dolorosas?
Um só remédio é infalível: a fé, o apelo aos Céus. Por que? Porque nos nossos mais cruéis sofrimentos, as nossas orações, com a verdadeira fé racional e esclarecida é socorrida pelos anjos do Senhor que nos mostrarão o caminho, o sinal da salvação e o futuro glorioso que nos espera. Isso se soubermos bem sofrer, sem desânimo e revolta.
A fé esclarecida e resignada é sempre o remédio certo para o sofrimento e só ela, pelo seu esclarecimento e razão que mostra os verdadeiros horizontes do infinito, que estão muito além do tumulo de uma única existência.
E é esse o remédio que cura e apaga aos poucos os dias sombrios de nosso passado.
Nós devemos aprender que aquele que crê, é forte pela certeza da fé e aquele que duvida um só segundo da eficiência da fé ele é punido na hora, pois experimenta imediatamente as dolorosas angustias da aflição sem fim.
Deus fez há muito tempo uma marca espiritual naqueles que crêem verdadeiramente n’Ele. Cristo disse que a fé remove montanhas. Santo Agostinho nos diz: aquele que sofre bem e que tem a fé como base das suas esperanças, será colocado sob a proteção de Deus e não sofrerá mais no futuro.
Os momentos de maior dor serão para ele as primeiras notas da alegria da eternidade.
Sua alma de desprenderá de tal modo do corpo que, enquanto o corpo estiver morrendo, a sua alma já estará voando para as regiões celestes, cantando com os anjos os hinos de reconhecimento dos verdadeiros vencedores e da glória ao Senhor!
Felizes aqueles que bem sofrem e os que choram. Suas almas devem se alegrar, pois serão abençoadas por Deus.
Se der tempo contar a historia do jovem diabético, sua cura e sua perdição. A doença era um freio para seu passado de erros e fracassos. Curado pelas orações e pela fé, se perdeu novamente nos abusos e readquiriu a doença novamente e muito mais forte.
Eduardo Mees. – ´Preparada em 10/05/2002.
Comentários dos leitores
James Axe - 21/6/2010 06h55
Estamos recrutando pessoas de coragem para trabalhar como quarda-costas no Japao e no mundo inteiro.A remuneracao mensual e de 700,000 mil yen a 1,800,000 mil yen. http;//www.internationalsecurityacacdemy.net/
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